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	<title>Comments on: Homens e Mulheres</title>
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	<description>Porque só o indivíduo tem consciência</description>
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		<title>By: Sergio de Biasi</title>
		<link>http://www.oindividuo.org/2009/12/19/homens-e-mulheres/comment-page-1/#comment-2830</link>
		<dc:creator>Sergio de Biasi</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 Jan 2010 15:08:28 +0000</pubDate>
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		<description>&lt;blockquote&gt;Aonde talvez eu sinta alguma discordância é na aparente desconsideração pelas necessidades naturais de sexo do homem.. eu não creio que tenha essa desconsideração, muito pelo contrário… mas preciso entender também a isso, a posição do Sérgio referente à monogamia e poligamia.&lt;/blockquote&gt;

Hehe, a posição &quot;do Sérgio&quot;? :-) Bem, ocorre de eu conhecê-la. :-) Eu acho, para começar, que não existe nenhum número &quot;certo&quot; de parceiros românticos e/ou sexuais. Eu acho que do ponto de vista de &quot;certo ou errado&quot;, nesse assunto cada um tem que saber o que é bom para si. Então se a pessoa quer ter zero, um, ou dez parceiros românticos e/ou sexuais, parabéns, vá em frente. E quem vier dizer que é impossivel amar / cuidar / administrar mais de uma relação afetiva significativa ao mesmo tempo, deveria então aconselhar ninguém a ter mais de um filho, ou conversamente a ter apenas um pai ou uma mãe mas não os dois ao mesmo tempo.

A causa de poligamia ser uma questão tão complexa não tem absolutamente nada a ver com motivos elevadíssimos e sim com instintos sexuais, de querermos ter certeza de que estamos propagando nossos próprios genes e não os dos outros. Não tem nada a ver com respeito, altruísmo ou confiança, e sim com egoísmo e insegurança.

Isso tudo tendo sido dito, eu pessoalmente sou muito mais favorável a relações estáveis e profundas do que a relações superficiais e efêmeras. Elas são para mim muitíssimo mais satisfatórias. Claro que como argumentado acima, isso não é incompatível com poligamia, mas certamente é incompatível com o tipo de poligamia inconseqüente que prevalece nas sociedades ocidentais (em oposição a uma poligamia mais socialmente rígida de certas outras sociedades).

Adicionalmente, embora eu não veja problema *moral* com poligamia, isso deve ser separado de dizer que será o que funciona para mim, ou para qualquer pessoa específica. Eu também não vejo nada errado com gostar de chocolate, e no entanto não quero comer chocolate.

Finalmente, existe a questão de que é provavelmente muito mais fácil aceitar poligamia do ponto de vista de *eu* ser polígamo do que do ponto de vista de alguém em quem eu esteja romanticamente / sexualmente interessado ser polígama. O que nos leva à questão de que para qualquer dessas formas de fazer as coisas funcionar, é necessário (como em qualquer relação) discutir o que cada um espera do outro e ver se existe uma forma de todos ficarem satisfeitos. Eu, pessoalmente, se por um lado não ache poligamia o fim do mundo, não preciso ser poligamo para ser feliz, e desde que certas expectativas e necessidades estejam satisfeitas fico perfeitamente contente de ter uma única pessoa ocupando certos papéis na minha vida. Inclusive acho que isso é provavelmente o que melhor combina com a minha personalidade.

&lt;blockquote&gt;O problema não está em ele querer sexo, o problema está em ele “fingir” amizade a troco de sexo, e como não há lá nada desse teor ele afasta-se.&lt;/blockquote&gt;

Mesmíssima coisa se pode dizer sobre mulheres &quot;fingirem&quot; interesse sexual em troca de segurança afetiva, companhia, atenção, etc. Se por um lado fingir manipulativamente certas intenções ou compromissos que você não pretende realmente oferecer ou sustentar é realmente ruim, eu não vejo absolutamente nenhum problema em fazer coisas que não são exatamente as que você faria espontaneamente com o objetivo de fazer o outro feliz, ou de criar espaço para um acordo mutuamente benéfico. Aliás, pelo contrário - eu acho que isso é o fundamento de uma relação que deixe os dois felizes e satisfeitos. É preciso ter maturidade, desprendimento e honestidade suficiente para perceber que nem tudo o que queremos é exatamente o que o outro quer nos oferecer ou quer de nós ou da relação. Isso não quer dizer que o outro não goste de nós ou nós não gostemos dele, não quer dizer que não haja compromisso ou amor ou cumplicidade. Mas esperar que o outro queira espontaneamente fazer aquilo que atende às nossas necessidades é irreal, e ficar ofendido com ele não querer é infantil. Agora, ir para o lado oposto e insistir que cada um faça somente o que quer também é infantil, míope e avestrúlico. É preciso ser sincero quanto às suas próprias necessidades e quanto às necessidades do outro e então estar disposto a descobrir como (e a concretamente agir na direção de) satisfazer as necessidades do outro sem se violentar. E isso vale para os dois lados, naturalmente.

Então sobre essa questão de &quot;fingir&quot; amizade a troco de sexo, se for algo manipulativo e insincero, e claro que é ruim, concordo completamente. Mas não joguemos fora o bebê junto com a água do banho. Talvez alguém que genuinamente goste de você e se importe com seu bem estar (e aí entra o seu julgamento) esteja mesmo assim muito mais interessado em ter sexo com você do que eu ficar falando sobre filosofia. Ficar ofendido com isso é tão bobo quanto um homem do qual você genuinamente gosta ficar ofendido com você estar mais interessada em conversar com ele do que em transar com ele. E se uma relação desse tipo é tal que exista espaço para se tornar mais íntima e profunda, então é preciso negociar essas coisas. Você precisa explicar pro sujeito que é uma necessidade emocional e afetiva sua que ele a ouça, e ele precisa explicar que é uma necessidade emocional e afetiva dele que você transe com ele. Ficar renegociando isso o tempo todo é exaustivo e inadministrável, então é preciso chegar num ponto em que se concorde sobre o que um espera do outro e ambos simplesmente fazerem e pronto - e aí é fundamental ter muita self-awareness tanto das suas próprias necessidades quanto do que você é capaz de oferecer.

&lt;blockquote&gt;Porque se eu não satisfaço a necessidade deles de sexo eles não vão satisfazer o meu desejo de um contacto duradouro e de amizade, de o conhecer, conviver como pessoa neste mundo?&lt;/blockquote&gt;

A resposta curta é sim.

Mas note que essa questão pode perfeitamente ser invertida e colocada desde o ponto de vista masculino : &quot;Quer dizer então que porque eu não satisfaço a necessidade delas de contacto duradouro e de amizade, de o conhecer, conviver como pessoa neste mundo então elas não vão satisfazer a miinha necessidade de sexo?&quot;

E novamente, a resposta curta é sim.

Ambos os lados precisam entender que as necessidades do outro lado, mesmo quando alienígenas, são perfeitamente legítimas, e que nós em geral temos todas as ferramentas para satisfazê-las de forma a fazer o outro imensamente feliz, mesmo que não nos identifiquemos com tais necessidades, ou (em casos extremos) mesmo que não entendamos nem remotamente por que uma certa necessidade é tão importante para o outro. Querer (ou pior ainda, esperar ou mesmo exigir) que o outro queira &quot;espontaneamente&quot; fazer aquilo que nos deixa felizes é não só irreal como, diria eu, autocentrado e egoista. O outro tem sua propria personalidade. Não quer dizer que ele não possa se importar com as suas necessidades, mas isso precisa ser conversado e é preciso chegar a um entendimento sobre como um pode fazer o outro feliz.

Se por um lado o caminho de fingir manipulativamente que se quer o mesmo que o outro é ridículo, desonesto e eventualmente insustentável, por outro lado admitir abertamente que não queremos as mesmas coisas não precisa resultar em um impasse insolúvel, muito pelo contrário, é o primeiro passo na direção de negociar algo que possa de fato funcionar para os dois.

&lt;blockquote&gt;mas se sexo é tudo o que outro quer sem ter o mínimo de interesse pelo meu bem estar como ser humano&lt;/blockquote&gt;

Concordo, claro, que um dos dois querer ter suas necessidades satisfeitas sem qualquer respeito pelo bem estar e pelas necessidades do outro não é base para uma relação na qual eu queira estar. Mas note, isso *não* decorre automaticamente de &quot;sexo é tudo que o outro quer&quot;. O problema é o sujeito não se importar com você, não ele querer sexo, ou mesmo &quot;apenas&quot; querer sexo. No caso extremo, mesmo alguém que queira &quot;apenas&quot; sexo pode perfeitamente se importar muito com você e estar disposto a sair muito do seu caminho para tratá-la com respeito e carinho e atender às suas necessidades afetivas e emocionais, tanto por realmente e sinceramente se importar quando por ter maturidade suficiente para entender que é infantil querer ter suas necessidades satisfeitas sem para isso fazer qualquer investimento ou oferecer nada em troca.

&lt;blockquote&gt;infelizmente, pela minha experiência nisso quando se dá sexo a um homem muito cedo, ele “sempre” se desinteressa de algo mais duradouro ou pela pessoa, sempre (se existir excepção ainda não encontrei)!&lt;/blockquote&gt;

Bem, eu acho que se for este o caso então você não quer ficar com o sujeito, certo? Se for esse o caso, se for isso que ele faria, querer então &quot;induzi-lo&quot; a se envolver com você através da &quot;estratégia&quot; de negar sexo, alem de ser manipulativo, não é nem sequer no seu interesse. Aliás, pelo contrario - eu acho que é um ótimo critério para determinar logo de saída com que tipo de pessoa você está lidando. Se ele perder completamente o interesse depois de transar com você, ufa, que bom que você descobriu logo antes de se envolver ainda mais seriamente.

&lt;blockquote&gt;É preciso segurar a cenourinha por muito tempo! O truque que as minhas amigas usam é o de não fazer parecer que é uma chantagem ou um esquema, mas fazê-lo de forma a que ele fique sempre esperançado de conseguir se persistir ao longo do tempo.&lt;/blockquote&gt;

Bem, eu acho essa forma de enxergar relacionamentos completamente infantil e ridícula. A questão, pelo menos para mim, não é como &quot;capturar&quot; alguém, ou como manipular uma pessoa a querer estar comigo, e sim como encontrar alguém que seja capaz de ter maturidade suficiente para voluntariamente e conscientemente escolher fazer sua parte do investimento necessário de recursos necessários para ambos ficarem felizes.

&lt;blockquote&gt;E algumas delas já estão casadas! Se elas perderam?&lt;/blockquote&gt;

Er, é claro que manipular pessoas pode &quot;funcionar&quot;, no sentido em que é possível manipular pessoas com sucesso. Mas isso é como você dizer que é possivel ficar rico enganando as pessoas. Claro, é possivel. Existem muitos mafiosos felicíssimos. É possivel sim construir relacionamentos nos quais você se importe apenas com as SUAS necessidades e manipule alguém a satisfazê-las sem oferecer nada em troca ou oferecendo o mínimo possível em troca. Agora, eu, pessoalmente não quero ter nada a ver com isso. Mas claro, é perfeitamente possível ser feliz seguindo esse paradigma, dependendo de qual for a sua personalidade.

&lt;blockquote&gt;Eu não sei, eu no lugar delas perderia,porque não tenho paciência para fazer o que elas fazem,&lt;/blockquote&gt;

Espero que o motivo pelo qual você não age assim não seja porque não tem *paciência* para fazer o que elas fazem e sim porque em algum nível você percebe que isso não é quem você quer ser, e nem esse o tipo de homem com quem você quer estar.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Aonde talvez eu sinta alguma discordância é na aparente desconsideração pelas necessidades naturais de sexo do homem.. eu não creio que tenha essa desconsideração, muito pelo contrário… mas preciso entender também a isso, a posição do Sérgio referente à monogamia e poligamia.</p></blockquote>
<p>Hehe, a posição &#8220;do Sérgio&#8221;? :-) Bem, ocorre de eu conhecê-la. :-) Eu acho, para começar, que não existe nenhum número &#8220;certo&#8221; de parceiros românticos e/ou sexuais. Eu acho que do ponto de vista de &#8220;certo ou errado&#8221;, nesse assunto cada um tem que saber o que é bom para si. Então se a pessoa quer ter zero, um, ou dez parceiros românticos e/ou sexuais, parabéns, vá em frente. E quem vier dizer que é impossivel amar / cuidar / administrar mais de uma relação afetiva significativa ao mesmo tempo, deveria então aconselhar ninguém a ter mais de um filho, ou conversamente a ter apenas um pai ou uma mãe mas não os dois ao mesmo tempo.</p>
<p>A causa de poligamia ser uma questão tão complexa não tem absolutamente nada a ver com motivos elevadíssimos e sim com instintos sexuais, de querermos ter certeza de que estamos propagando nossos próprios genes e não os dos outros. Não tem nada a ver com respeito, altruísmo ou confiança, e sim com egoísmo e insegurança.</p>
<p>Isso tudo tendo sido dito, eu pessoalmente sou muito mais favorável a relações estáveis e profundas do que a relações superficiais e efêmeras. Elas são para mim muitíssimo mais satisfatórias. Claro que como argumentado acima, isso não é incompatível com poligamia, mas certamente é incompatível com o tipo de poligamia inconseqüente que prevalece nas sociedades ocidentais (em oposição a uma poligamia mais socialmente rígida de certas outras sociedades).</p>
<p>Adicionalmente, embora eu não veja problema *moral* com poligamia, isso deve ser separado de dizer que será o que funciona para mim, ou para qualquer pessoa específica. Eu também não vejo nada errado com gostar de chocolate, e no entanto não quero comer chocolate.</p>
<p>Finalmente, existe a questão de que é provavelmente muito mais fácil aceitar poligamia do ponto de vista de *eu* ser polígamo do que do ponto de vista de alguém em quem eu esteja romanticamente / sexualmente interessado ser polígama. O que nos leva à questão de que para qualquer dessas formas de fazer as coisas funcionar, é necessário (como em qualquer relação) discutir o que cada um espera do outro e ver se existe uma forma de todos ficarem satisfeitos. Eu, pessoalmente, se por um lado não ache poligamia o fim do mundo, não preciso ser poligamo para ser feliz, e desde que certas expectativas e necessidades estejam satisfeitas fico perfeitamente contente de ter uma única pessoa ocupando certos papéis na minha vida. Inclusive acho que isso é provavelmente o que melhor combina com a minha personalidade.</p>
<blockquote><p>O problema não está em ele querer sexo, o problema está em ele “fingir” amizade a troco de sexo, e como não há lá nada desse teor ele afasta-se.</p></blockquote>
<p>Mesmíssima coisa se pode dizer sobre mulheres &#8220;fingirem&#8221; interesse sexual em troca de segurança afetiva, companhia, atenção, etc. Se por um lado fingir manipulativamente certas intenções ou compromissos que você não pretende realmente oferecer ou sustentar é realmente ruim, eu não vejo absolutamente nenhum problema em fazer coisas que não são exatamente as que você faria espontaneamente com o objetivo de fazer o outro feliz, ou de criar espaço para um acordo mutuamente benéfico. Aliás, pelo contrário &#8211; eu acho que isso é o fundamento de uma relação que deixe os dois felizes e satisfeitos. É preciso ter maturidade, desprendimento e honestidade suficiente para perceber que nem tudo o que queremos é exatamente o que o outro quer nos oferecer ou quer de nós ou da relação. Isso não quer dizer que o outro não goste de nós ou nós não gostemos dele, não quer dizer que não haja compromisso ou amor ou cumplicidade. Mas esperar que o outro queira espontaneamente fazer aquilo que atende às nossas necessidades é irreal, e ficar ofendido com ele não querer é infantil. Agora, ir para o lado oposto e insistir que cada um faça somente o que quer também é infantil, míope e avestrúlico. É preciso ser sincero quanto às suas próprias necessidades e quanto às necessidades do outro e então estar disposto a descobrir como (e a concretamente agir na direção de) satisfazer as necessidades do outro sem se violentar. E isso vale para os dois lados, naturalmente.</p>
<p>Então sobre essa questão de &#8220;fingir&#8221; amizade a troco de sexo, se for algo manipulativo e insincero, e claro que é ruim, concordo completamente. Mas não joguemos fora o bebê junto com a água do banho. Talvez alguém que genuinamente goste de você e se importe com seu bem estar (e aí entra o seu julgamento) esteja mesmo assim muito mais interessado em ter sexo com você do que eu ficar falando sobre filosofia. Ficar ofendido com isso é tão bobo quanto um homem do qual você genuinamente gosta ficar ofendido com você estar mais interessada em conversar com ele do que em transar com ele. E se uma relação desse tipo é tal que exista espaço para se tornar mais íntima e profunda, então é preciso negociar essas coisas. Você precisa explicar pro sujeito que é uma necessidade emocional e afetiva sua que ele a ouça, e ele precisa explicar que é uma necessidade emocional e afetiva dele que você transe com ele. Ficar renegociando isso o tempo todo é exaustivo e inadministrável, então é preciso chegar num ponto em que se concorde sobre o que um espera do outro e ambos simplesmente fazerem e pronto &#8211; e aí é fundamental ter muita self-awareness tanto das suas próprias necessidades quanto do que você é capaz de oferecer.</p>
<blockquote><p>Porque se eu não satisfaço a necessidade deles de sexo eles não vão satisfazer o meu desejo de um contacto duradouro e de amizade, de o conhecer, conviver como pessoa neste mundo?</p></blockquote>
<p>A resposta curta é sim.</p>
<p>Mas note que essa questão pode perfeitamente ser invertida e colocada desde o ponto de vista masculino : &#8220;Quer dizer então que porque eu não satisfaço a necessidade delas de contacto duradouro e de amizade, de o conhecer, conviver como pessoa neste mundo então elas não vão satisfazer a miinha necessidade de sexo?&#8221;</p>
<p>E novamente, a resposta curta é sim.</p>
<p>Ambos os lados precisam entender que as necessidades do outro lado, mesmo quando alienígenas, são perfeitamente legítimas, e que nós em geral temos todas as ferramentas para satisfazê-las de forma a fazer o outro imensamente feliz, mesmo que não nos identifiquemos com tais necessidades, ou (em casos extremos) mesmo que não entendamos nem remotamente por que uma certa necessidade é tão importante para o outro. Querer (ou pior ainda, esperar ou mesmo exigir) que o outro queira &#8220;espontaneamente&#8221; fazer aquilo que nos deixa felizes é não só irreal como, diria eu, autocentrado e egoista. O outro tem sua propria personalidade. Não quer dizer que ele não possa se importar com as suas necessidades, mas isso precisa ser conversado e é preciso chegar a um entendimento sobre como um pode fazer o outro feliz.</p>
<p>Se por um lado o caminho de fingir manipulativamente que se quer o mesmo que o outro é ridículo, desonesto e eventualmente insustentável, por outro lado admitir abertamente que não queremos as mesmas coisas não precisa resultar em um impasse insolúvel, muito pelo contrário, é o primeiro passo na direção de negociar algo que possa de fato funcionar para os dois.</p>
<blockquote><p>mas se sexo é tudo o que outro quer sem ter o mínimo de interesse pelo meu bem estar como ser humano</p></blockquote>
<p>Concordo, claro, que um dos dois querer ter suas necessidades satisfeitas sem qualquer respeito pelo bem estar e pelas necessidades do outro não é base para uma relação na qual eu queira estar. Mas note, isso *não* decorre automaticamente de &#8220;sexo é tudo que o outro quer&#8221;. O problema é o sujeito não se importar com você, não ele querer sexo, ou mesmo &#8220;apenas&#8221; querer sexo. No caso extremo, mesmo alguém que queira &#8220;apenas&#8221; sexo pode perfeitamente se importar muito com você e estar disposto a sair muito do seu caminho para tratá-la com respeito e carinho e atender às suas necessidades afetivas e emocionais, tanto por realmente e sinceramente se importar quando por ter maturidade suficiente para entender que é infantil querer ter suas necessidades satisfeitas sem para isso fazer qualquer investimento ou oferecer nada em troca.</p>
<blockquote><p>infelizmente, pela minha experiência nisso quando se dá sexo a um homem muito cedo, ele “sempre” se desinteressa de algo mais duradouro ou pela pessoa, sempre (se existir excepção ainda não encontrei)!</p></blockquote>
<p>Bem, eu acho que se for este o caso então você não quer ficar com o sujeito, certo? Se for esse o caso, se for isso que ele faria, querer então &#8220;induzi-lo&#8221; a se envolver com você através da &#8220;estratégia&#8221; de negar sexo, alem de ser manipulativo, não é nem sequer no seu interesse. Aliás, pelo contrario &#8211; eu acho que é um ótimo critério para determinar logo de saída com que tipo de pessoa você está lidando. Se ele perder completamente o interesse depois de transar com você, ufa, que bom que você descobriu logo antes de se envolver ainda mais seriamente.</p>
<blockquote><p>É preciso segurar a cenourinha por muito tempo! O truque que as minhas amigas usam é o de não fazer parecer que é uma chantagem ou um esquema, mas fazê-lo de forma a que ele fique sempre esperançado de conseguir se persistir ao longo do tempo.</p></blockquote>
<p>Bem, eu acho essa forma de enxergar relacionamentos completamente infantil e ridícula. A questão, pelo menos para mim, não é como &#8220;capturar&#8221; alguém, ou como manipular uma pessoa a querer estar comigo, e sim como encontrar alguém que seja capaz de ter maturidade suficiente para voluntariamente e conscientemente escolher fazer sua parte do investimento necessário de recursos necessários para ambos ficarem felizes.</p>
<blockquote><p>E algumas delas já estão casadas! Se elas perderam?</p></blockquote>
<p>Er, é claro que manipular pessoas pode &#8220;funcionar&#8221;, no sentido em que é possível manipular pessoas com sucesso. Mas isso é como você dizer que é possivel ficar rico enganando as pessoas. Claro, é possivel. Existem muitos mafiosos felicíssimos. É possivel sim construir relacionamentos nos quais você se importe apenas com as SUAS necessidades e manipule alguém a satisfazê-las sem oferecer nada em troca ou oferecendo o mínimo possível em troca. Agora, eu, pessoalmente não quero ter nada a ver com isso. Mas claro, é perfeitamente possível ser feliz seguindo esse paradigma, dependendo de qual for a sua personalidade.</p>
<blockquote><p>Eu não sei, eu no lugar delas perderia,porque não tenho paciência para fazer o que elas fazem,</p></blockquote>
<p>Espero que o motivo pelo qual você não age assim não seja porque não tem *paciência* para fazer o que elas fazem e sim porque em algum nível você percebe que isso não é quem você quer ser, e nem esse o tipo de homem com quem você quer estar.</p>
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		<title>By: C. Natacha</title>
		<link>http://www.oindividuo.org/2009/12/19/homens-e-mulheres/comment-page-1/#comment-2773</link>
		<dc:creator>C. Natacha</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 Jan 2010 03:42:26 +0000</pubDate>
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		<description>Olá sérgio,
não senti hostilidade foram boas reflexões.

Aonde talvez eu sinta alguma discordância é na aparente desconsideração pelas necessidades naturais de sexo do homem.. eu não creio que tenha essa desconsideração, muito pelo contrário... mas preciso entender também a isso, a posição do Sérgio referente à monogamia e poligamia.

&quot;Eu não vejo absolutamente qualquer problema em “tentarem te comer”. Isso não torna ninguém um predador sexual e sim um homem normal e saudável. Para mim, o problema não está em querer sexo, e sim em não ter escrúpulos em manipular ou enganar você para obtê-lo. Um relacionamento entre adultos não se torna mais “sincero” ou mais “puro” ou mais “verdadeiro” quanto se abstrai dele o sexo. Eu não vejo absolutamente nada de insincero, impuro ou falso com a sexualização de uma relação. Aliás, muito pelo contrário – acho que em particular pelo lado masculino, desejo sexual é provavelmente um dos sentimentos mais autenticamente verdadeiros e sinceros que há. Não consigo ver absolutamente nenhum motivo razoável para uma mulher ficar ofendida por ser desejada. Uma mulher dizer “você só está interessado no meu corpo” é tão sem sentido quando um homem dizer “você só está interessada na minha mente”. Um homem ficar ofendido por uma mulher querer conversar com ele ao invés de transar é tão sem sentido quanto uma mulher ficar ofendida com um homem querer comê-la ao invés de falar com ela. Se os dois estiverem interessados um no outro, dá para fazer os dois e ambos saírem muito felizes. Basta os dois serem generosos e gentis e se preocuparem um com as necessidades do outro.&quot;

&quot;Ué, um homem poderia igualmente dizer que você está sendo “egoísta” ao querer ter conversas profundas, emotivas, sensíveis e inteligentes ao invés de simplesmente dar pra ele e pronto. A questão que precisa ser compreendida é que não existe nada de intrinsecamente egoísta nem nas suas necessidades nem nas dos homens que você descreve. Seria ideal se as necessidades coincidissem, mas freqüentemente não o fazem. E aí, fazemos o quê? Reclamar que tudo que queremos o outro tem que querer também espontaneamente é como dizer “puxa, eu pensei que o sujeito do posto de gasolina estava enchendo o meu tanque porque era meu amigo mas eu descobri que era só porque estou em troca dando dinheiro pra ele”. Essa é uma visão muito simplista do mundo. Nossas necessidades nem sempre coincidem com as dos outros, isso não quer dizer que estamos automaticamente sendo egoístas ou que não nos importamos com o outro. Ser egoísta não é se importar com as próprias necessidades; ser egoístas é se importar *apenas* com as suas próprias necessidades e desprezar ou descartar as do outro. Querer ter suas próprias necessidades satisfeitas, desde que considerando também as necessidades do outro, isso é apenas normal e saudável. O problema é quando isso vira um jogo manipulativo, quando não existe realmente intenção ou preocupação em satisfazer as necessidades do outro, e sim apenas um discurso nesse sentido que não se concretiza em ações. É realmente muito dificil encontrar alguém que verdadeiramente está disposto a levar a sério as nossas necessidades. Mas isso vale tanto para homens quanto para mulheres. E eu não acho que querer sexo ao invés de conversar seja intrinsecamente egoísta, assim como não o é querer ter uma conversa ao invés de transar. É preciso haver franqueza quanto às necessidades de ambos e negociar algo que funcione para os dois. Se os dois entrarem numa de querer atender apenas as próprias necessidades, o resultado é patético.&quot;

O problema não está em ele querer sexo, o problema está em ele &quot;fingir&quot; amizade a troco de sexo, e como não há lá nada desse teor ele afasta-se. E se isso ainda incluísse algum tipo de afecto sincero por mim, eu não levaria a mal, mas normalmente do que tenho observado, não existe afecto nem consideração pela minha integridade, pelo meu bem-estar... ele só quer satisfazer a luxúria dele e o caminho é fingir que é meu amigo. Muito diferente de ter um amigo que já o era e o quer ser, com ou sem sexo! Um exemplo disto refere-se a uma pessoa com quem após alguns anos volvidos, reencontrei e começamos a falar, ele já estava a morar com a mulher dele, grávida e prestes a ter o bébé! As conversas eram interessates e encontramo-nos duas vezes para conversar em lugares publicos sendo que a ultima foi a convite dele, na conversa, lá tive eu que usar o dicionário... claro que ainda confirmei algumas coisas com algumas pessoas de meu circulo intimo para saber que não estava mesmo a imaginar, mas este suposto amigo estava a tentar ver que abertura eu teria para eu ir para a cama com ele sem a mulher grávida saber- Afirmando entre outras coisas que homens e mulheres nunca podem ser amigos sem terem grande atracção sexual!!! Eu contestei isso, ele não gostou, e nunca mais me ligou, nem quis saber! Grande amigo!
Ora se uma pessoa só é minha amiga porque quer sexo, é o mesmo que eu só ser amiga de um homem porque ele tem dinheiro! Não estou realmente interessada no indivíduo, só apenas no que ele me pode ofertar, ou no que ele tem materialmente!
Eu não vejo problema em haver atração sexual, mas vejo problema em que isso seja a única coisa que justifica o relacionamento e nada mais, aí sim considero impuro e falso.Por estes motivos, normalmente depois do homem comer, ele fica satisfeito e tenta comer &quot;outra&quot; variedade e a relação de amizade, ou romance, ou contacto cessa de existir(falo por experiência)! O interesse pelo outro que pode ou não incluir o sexual, mas que inclui o da mente, o da vida, o da personalidade ou individualidade, o dos seus interesses, sonhos geralmente é contínuo e mais duradouro, porque não é um gostar de comer apenas (e não tem mal nenhum), mas um gostar de estar na companhia dessa pessoa, de celebrar a sua existência como pessoa e não como mero objecto que serve um fim e se deita fora!Realmente envolve um sentimento de contentamento e apreciação por esse ser humano estar em contacto connosco e estar no planeta e um cuidado e atenção pela sua integridade e bem estar da nossa parte para com ele, sem comprometer o nosso. Isso pode ou não envolver sexo, mas não &quot;tem&quot; de obrigatoriamente envolver...
Eu gostava de ter mais amigos homens ( e tenho dois). Recentemente há uns meses, havia conhecido um rapaz e começamos a falar pela internet, conversas absolutamente sem teor romantico e inclusive ele nem demosntrou esse interesse por mim. Quando nos encontramos, as conversas foram quase inexistentes, mas sim indirectas e abraços e agarranços invasivos que obviamente só indicaram que o único interesse dele era cama! Como eu não lhe dei, ele nunca mais falou comigo, enviou email nada!E nós nem discutimos, nem eu fui agressiva! Só não lhe dei sexo que ele queria, porque eu não queria nem tinha esse interesse com ele. Se para ter a amizade de um homem eu tenho de lhe dar sexo, então acho bem que para eu dar sexo a um homem ele me pague 10 milhões de euros! Isto é comércio! Não amizade!Com mulheres eu posso ser amiga e não tenho de ir para cama com elas! Mas com os homens tenho?! Casados e tudo!? Porque se eu não satisfaço a necessidade deles de sexo eles não vão satisfazer o meu desejo de um contacto duradouro e de amizade, de o conhecer, conviver como pessoa neste mundo?

&quot;Haver amor não elimina o fato de que ambos têm necessidades de várias ordens que precisam ser satisfeitas. Ao invés de fugir disso e achar que tudo que você quer o outro deveria dar espontaneamente “por amor”, é preciso sim ter muita clareza sobre o que os dois esperam da relação e buscar que isso fique claro e bem resolvido. Essa “negociação” é fundamental, e não elimina que haja amor. Pelo contrário, se ela não ocorrer as necessidades continuarão existindo, e aí sim se cai num círculo vicioso de conflito e manipulação&quot;

Aqui estou inteiramente de acordo, não digo que não haja negociação e não gosto de chantagear com sexo ou outra coisa, mas se sexo é tudo o que outro quer sem  ter o mínimo de interesse pelo meu bem estar como ser humano mas diz que &quot;me ama&quot;... se sou apenas um objecto, uma coisa pela qual ele só tenta satisfazer uma necessidade e depois deitar fora, mas para o conseguir diz que &quot;gosta de mim&quot;, então acho que é um negócio no qual eu só tenho a perder... até uma prostituta está melhor servida! Eu pessoalmente prefiro que um homem me diga e esclareça &quot;olha eu acho-te muito bonita, mas só estou interessado em ter sexo contigo e mais nada&quot; melhor que um que me tenta envolver emocionalmente, sem ele de sua parte realmente sentir nada a nível do coração, embora o sinta a nível do pénis, com a unica finalidade de &quot;me comer&quot;. Na verdade nada tenho contra o primeiro e até o respeito, o mesmo não digo do segundo! É a mesma coisa que ter uma amiga que só o é porque queria alcançar uma posição social, ou roubar o meu namorado, ou me tirar dinheiro! Isto é uso, não amizade! E o sentimento de ganância, ciúme dela é genuíno!


&quot;Essa “estratégia” é perdedora, vai selecionar precisamente os homens que estão dispostos a jogar esse tipo de joguinho. Alguém que aceita ter suas próprias necessidades ignoradas está no paradigma errado e provavelmente também não verá nada de mais em ignorar as suas. Nenhum dos lados tem que chantagear o outro. Ou existe a disposição desde o começo em um atender as necessidades do outro, ou dificilmente isso virá magicamente depois. Claro, você deve cuidar que as *suas* necessidades estejam sendo satisfeitas. Mas igualmente válido é ele querer o mesmo, e ambos acharem isso normal. O equivalente dessa posição perdedora pelo lado masculino seria um homem que não está disposto a ter uma conversa mais longa antes que a mulher transe com ele. Não faz nenhum sentido. É começar com o pé esquerdo. Claro, respeitando os limites de não fazer nada terrivelmente imprudente, é preciso estar disposto a investir para ter um relacionamento que preste. E sim, por vezes vamos cometer erros de julgamento; mas a solução não é por via das dúvidas dar tiros a esmo. A experiência aos poucos vai nos dando mais segurança para discernir com quem queremos de fato nos envolver,&quot;

Aqui estou de acordo consigo em termos do que deveria ser, esse é o ideal, mas não é a prática, infelizmente, pela minha experiência nisso quando se dá sexo a um homem muito cedo, ele &quot;sempre&quot; se desinteressa de algo mais duradouro ou pela pessoa, sempre (se existir excepção ainda não encontrei)! É preciso segurar a cenourinha por muito tempo! O truque que as minhas amigas usam é o de não fazer parecer que é uma chantagem ou um esquema, mas fazê-lo de forma a que ele fique sempre esperançado de conseguir se persistir ao longo do tempo. E algumas delas já estão casadas! Se elas perderam? Eu não sei, eu no lugar delas perderia,porque não tenho paciência para fazer o que elas fazem, mas acho que elas para elas, estão contentes à sua maneira.

Abraços

Natacha</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Olá sérgio,<br />
não senti hostilidade foram boas reflexões.</p>
<p>Aonde talvez eu sinta alguma discordância é na aparente desconsideração pelas necessidades naturais de sexo do homem.. eu não creio que tenha essa desconsideração, muito pelo contrário&#8230; mas preciso entender também a isso, a posição do Sérgio referente à monogamia e poligamia.</p>
<p>&#8220;Eu não vejo absolutamente qualquer problema em “tentarem te comer”. Isso não torna ninguém um predador sexual e sim um homem normal e saudável. Para mim, o problema não está em querer sexo, e sim em não ter escrúpulos em manipular ou enganar você para obtê-lo. Um relacionamento entre adultos não se torna mais “sincero” ou mais “puro” ou mais “verdadeiro” quanto se abstrai dele o sexo. Eu não vejo absolutamente nada de insincero, impuro ou falso com a sexualização de uma relação. Aliás, muito pelo contrário – acho que em particular pelo lado masculino, desejo sexual é provavelmente um dos sentimentos mais autenticamente verdadeiros e sinceros que há. Não consigo ver absolutamente nenhum motivo razoável para uma mulher ficar ofendida por ser desejada. Uma mulher dizer “você só está interessado no meu corpo” é tão sem sentido quando um homem dizer “você só está interessada na minha mente”. Um homem ficar ofendido por uma mulher querer conversar com ele ao invés de transar é tão sem sentido quanto uma mulher ficar ofendida com um homem querer comê-la ao invés de falar com ela. Se os dois estiverem interessados um no outro, dá para fazer os dois e ambos saírem muito felizes. Basta os dois serem generosos e gentis e se preocuparem um com as necessidades do outro.&#8221;</p>
<p>&#8220;Ué, um homem poderia igualmente dizer que você está sendo “egoísta” ao querer ter conversas profundas, emotivas, sensíveis e inteligentes ao invés de simplesmente dar pra ele e pronto. A questão que precisa ser compreendida é que não existe nada de intrinsecamente egoísta nem nas suas necessidades nem nas dos homens que você descreve. Seria ideal se as necessidades coincidissem, mas freqüentemente não o fazem. E aí, fazemos o quê? Reclamar que tudo que queremos o outro tem que querer também espontaneamente é como dizer “puxa, eu pensei que o sujeito do posto de gasolina estava enchendo o meu tanque porque era meu amigo mas eu descobri que era só porque estou em troca dando dinheiro pra ele”. Essa é uma visão muito simplista do mundo. Nossas necessidades nem sempre coincidem com as dos outros, isso não quer dizer que estamos automaticamente sendo egoístas ou que não nos importamos com o outro. Ser egoísta não é se importar com as próprias necessidades; ser egoístas é se importar *apenas* com as suas próprias necessidades e desprezar ou descartar as do outro. Querer ter suas próprias necessidades satisfeitas, desde que considerando também as necessidades do outro, isso é apenas normal e saudável. O problema é quando isso vira um jogo manipulativo, quando não existe realmente intenção ou preocupação em satisfazer as necessidades do outro, e sim apenas um discurso nesse sentido que não se concretiza em ações. É realmente muito dificil encontrar alguém que verdadeiramente está disposto a levar a sério as nossas necessidades. Mas isso vale tanto para homens quanto para mulheres. E eu não acho que querer sexo ao invés de conversar seja intrinsecamente egoísta, assim como não o é querer ter uma conversa ao invés de transar. É preciso haver franqueza quanto às necessidades de ambos e negociar algo que funcione para os dois. Se os dois entrarem numa de querer atender apenas as próprias necessidades, o resultado é patético.&#8221;</p>
<p>O problema não está em ele querer sexo, o problema está em ele &#8220;fingir&#8221; amizade a troco de sexo, e como não há lá nada desse teor ele afasta-se. E se isso ainda incluísse algum tipo de afecto sincero por mim, eu não levaria a mal, mas normalmente do que tenho observado, não existe afecto nem consideração pela minha integridade, pelo meu bem-estar&#8230; ele só quer satisfazer a luxúria dele e o caminho é fingir que é meu amigo. Muito diferente de ter um amigo que já o era e o quer ser, com ou sem sexo! Um exemplo disto refere-se a uma pessoa com quem após alguns anos volvidos, reencontrei e começamos a falar, ele já estava a morar com a mulher dele, grávida e prestes a ter o bébé! As conversas eram interessates e encontramo-nos duas vezes para conversar em lugares publicos sendo que a ultima foi a convite dele, na conversa, lá tive eu que usar o dicionário&#8230; claro que ainda confirmei algumas coisas com algumas pessoas de meu circulo intimo para saber que não estava mesmo a imaginar, mas este suposto amigo estava a tentar ver que abertura eu teria para eu ir para a cama com ele sem a mulher grávida saber- Afirmando entre outras coisas que homens e mulheres nunca podem ser amigos sem terem grande atracção sexual!!! Eu contestei isso, ele não gostou, e nunca mais me ligou, nem quis saber! Grande amigo!<br />
Ora se uma pessoa só é minha amiga porque quer sexo, é o mesmo que eu só ser amiga de um homem porque ele tem dinheiro! Não estou realmente interessada no indivíduo, só apenas no que ele me pode ofertar, ou no que ele tem materialmente!<br />
Eu não vejo problema em haver atração sexual, mas vejo problema em que isso seja a única coisa que justifica o relacionamento e nada mais, aí sim considero impuro e falso.Por estes motivos, normalmente depois do homem comer, ele fica satisfeito e tenta comer &#8220;outra&#8221; variedade e a relação de amizade, ou romance, ou contacto cessa de existir(falo por experiência)! O interesse pelo outro que pode ou não incluir o sexual, mas que inclui o da mente, o da vida, o da personalidade ou individualidade, o dos seus interesses, sonhos geralmente é contínuo e mais duradouro, porque não é um gostar de comer apenas (e não tem mal nenhum), mas um gostar de estar na companhia dessa pessoa, de celebrar a sua existência como pessoa e não como mero objecto que serve um fim e se deita fora!Realmente envolve um sentimento de contentamento e apreciação por esse ser humano estar em contacto connosco e estar no planeta e um cuidado e atenção pela sua integridade e bem estar da nossa parte para com ele, sem comprometer o nosso. Isso pode ou não envolver sexo, mas não &#8220;tem&#8221; de obrigatoriamente envolver&#8230;<br />
Eu gostava de ter mais amigos homens ( e tenho dois). Recentemente há uns meses, havia conhecido um rapaz e começamos a falar pela internet, conversas absolutamente sem teor romantico e inclusive ele nem demosntrou esse interesse por mim. Quando nos encontramos, as conversas foram quase inexistentes, mas sim indirectas e abraços e agarranços invasivos que obviamente só indicaram que o único interesse dele era cama! Como eu não lhe dei, ele nunca mais falou comigo, enviou email nada!E nós nem discutimos, nem eu fui agressiva! Só não lhe dei sexo que ele queria, porque eu não queria nem tinha esse interesse com ele. Se para ter a amizade de um homem eu tenho de lhe dar sexo, então acho bem que para eu dar sexo a um homem ele me pague 10 milhões de euros! Isto é comércio! Não amizade!Com mulheres eu posso ser amiga e não tenho de ir para cama com elas! Mas com os homens tenho?! Casados e tudo!? Porque se eu não satisfaço a necessidade deles de sexo eles não vão satisfazer o meu desejo de um contacto duradouro e de amizade, de o conhecer, conviver como pessoa neste mundo?</p>
<p>&#8220;Haver amor não elimina o fato de que ambos têm necessidades de várias ordens que precisam ser satisfeitas. Ao invés de fugir disso e achar que tudo que você quer o outro deveria dar espontaneamente “por amor”, é preciso sim ter muita clareza sobre o que os dois esperam da relação e buscar que isso fique claro e bem resolvido. Essa “negociação” é fundamental, e não elimina que haja amor. Pelo contrário, se ela não ocorrer as necessidades continuarão existindo, e aí sim se cai num círculo vicioso de conflito e manipulação&#8221;</p>
<p>Aqui estou inteiramente de acordo, não digo que não haja negociação e não gosto de chantagear com sexo ou outra coisa, mas se sexo é tudo o que outro quer sem  ter o mínimo de interesse pelo meu bem estar como ser humano mas diz que &#8220;me ama&#8221;&#8230; se sou apenas um objecto, uma coisa pela qual ele só tenta satisfazer uma necessidade e depois deitar fora, mas para o conseguir diz que &#8220;gosta de mim&#8221;, então acho que é um negócio no qual eu só tenho a perder&#8230; até uma prostituta está melhor servida! Eu pessoalmente prefiro que um homem me diga e esclareça &#8220;olha eu acho-te muito bonita, mas só estou interessado em ter sexo contigo e mais nada&#8221; melhor que um que me tenta envolver emocionalmente, sem ele de sua parte realmente sentir nada a nível do coração, embora o sinta a nível do pénis, com a unica finalidade de &#8220;me comer&#8221;. Na verdade nada tenho contra o primeiro e até o respeito, o mesmo não digo do segundo! É a mesma coisa que ter uma amiga que só o é porque queria alcançar uma posição social, ou roubar o meu namorado, ou me tirar dinheiro! Isto é uso, não amizade! E o sentimento de ganância, ciúme dela é genuíno!</p>
<p>&#8220;Essa “estratégia” é perdedora, vai selecionar precisamente os homens que estão dispostos a jogar esse tipo de joguinho. Alguém que aceita ter suas próprias necessidades ignoradas está no paradigma errado e provavelmente também não verá nada de mais em ignorar as suas. Nenhum dos lados tem que chantagear o outro. Ou existe a disposição desde o começo em um atender as necessidades do outro, ou dificilmente isso virá magicamente depois. Claro, você deve cuidar que as *suas* necessidades estejam sendo satisfeitas. Mas igualmente válido é ele querer o mesmo, e ambos acharem isso normal. O equivalente dessa posição perdedora pelo lado masculino seria um homem que não está disposto a ter uma conversa mais longa antes que a mulher transe com ele. Não faz nenhum sentido. É começar com o pé esquerdo. Claro, respeitando os limites de não fazer nada terrivelmente imprudente, é preciso estar disposto a investir para ter um relacionamento que preste. E sim, por vezes vamos cometer erros de julgamento; mas a solução não é por via das dúvidas dar tiros a esmo. A experiência aos poucos vai nos dando mais segurança para discernir com quem queremos de fato nos envolver,&#8221;</p>
<p>Aqui estou de acordo consigo em termos do que deveria ser, esse é o ideal, mas não é a prática, infelizmente, pela minha experiência nisso quando se dá sexo a um homem muito cedo, ele &#8220;sempre&#8221; se desinteressa de algo mais duradouro ou pela pessoa, sempre (se existir excepção ainda não encontrei)! É preciso segurar a cenourinha por muito tempo! O truque que as minhas amigas usam é o de não fazer parecer que é uma chantagem ou um esquema, mas fazê-lo de forma a que ele fique sempre esperançado de conseguir se persistir ao longo do tempo. E algumas delas já estão casadas! Se elas perderam? Eu não sei, eu no lugar delas perderia,porque não tenho paciência para fazer o que elas fazem, mas acho que elas para elas, estão contentes à sua maneira.</p>
<p>Abraços</p>
<p>Natacha</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: Sergio de Biasi</title>
		<link>http://www.oindividuo.org/2009/12/19/homens-e-mulheres/comment-page-1/#comment-2772</link>
		<dc:creator>Sergio de Biasi</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 Jan 2010 01:38:00 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.oindividuo.org/?p=1602#comment-2772</guid>
		<description>Oi Natacha,

&lt;blockquote&gt;Fantástico texto, respostas.&lt;/blockquote&gt;

É sempre bom saber que o texto fez sentido para alguém aí do outro lado. :-)

&lt;blockquote&gt;Na parte citada é a descrição de minha situação.&lt;/blockquote&gt;

Infelizmente, é a situação de uma boa quantidade de pessoas. Percentualmente, talvez não muitas, mas numericamente, estão espalhadas por aí em todos os lugares. Só que justamente por não se identificarem com o jogo social padrão, acabam tendo muito mais dificuldade de encontrar quem combine com elas. É de fato muito mais conveniente e simples ser igual a todo mundo.

&lt;blockquote&gt;Irrita-me profundamente todos os esquemas e jogos de se “ter” de se fazer difícil,&lt;/blockquote&gt;

É, eu também acho isso patético. Essa tentativa constante de manipular o outro, de ambos os lados, é irritante e exaustiva.

&lt;blockquote&gt;de ter de usar um dicionário para todas as conversas que um homem tenta “inocentemente bem intecionado” ter comigo.&lt;/blockquote&gt;

Isso é alimentado em grande parte justamente pelo comportamento descrito na frase anterior. A questão é que se um homem é 100% honesto e fala &quot;bom dia, eu quero te comer&quot;, o padrão usual é uma reação histérica, como se houvesse algo errado ou problemático com isso, ao invés de ser simplesmente o normal, saudável e biologicamente esperado.

&lt;blockquote&gt;Sempre fui muito verdadeira, e crédula e por isso sempre me magoei ao descobrir que “as conversas” profundas, emotivas, sensíveis, de aparente inteligência que eles tinham comigo, eram apenas “conversa” com uma finalidade egoísta.&lt;/blockquote&gt;

Ué, um homem poderia igualmente dizer que você está sendo &quot;egoísta&quot; ao querer ter conversas profundas, emotivas, sensíveis e inteligentes ao invés de simplesmente dar pra ele e pronto. A questão que precisa ser compreendida é que não existe nada de intrinsecamente egoísta nem nas suas necessidades nem nas dos homens que você descreve. Seria ideal se as necessidades coincidissem, mas freqüentemente não o fazem. E aí, fazemos o quê? Reclamar que tudo que queremos o outro tem que querer também espontaneamente é como dizer &quot;puxa, eu pensei que o sujeito do posto de gasolina estava enchendo o meu tanque porque era meu amigo mas eu descobri que era só porque estou em troca dando dinheiro pra ele&quot;. Essa é uma visão muito simplista do mundo. Nossas necessidades nem sempre coincidem com as dos outros, isso não quer dizer que estamos automaticamente sendo egoístas ou que não nos importamos com o outro. Ser egoísta não é se importar com as próprias necessidades; ser egoístas é se importar *apenas* com as suas próprias necessidades e desprezar ou descartar as do outro. Querer ter suas próprias necessidades satisfeitas, desde que considerando também as necessidades do outro, isso é apenas normal e saudável. O problema é quando isso vira um jogo manipulativo, quando não existe realmente intenção ou preocupação em satisfazer as necessidades do outro, e sim apenas um discurso nesse sentido que não se concretiza em ações. É realmente muito dificil encontrar alguém que verdadeiramente está disposto a levar a sério as nossas necessidades. Mas isso vale tanto para homens quanto para mulheres. E eu não acho que querer sexo ao invés de conversar seja intrinsecamente egoísta, assim como não o é querer ter uma conversa ao invés de transar. É preciso haver franqueza quanto às necessidades de ambos e negociar algo que funcione para os dois. Se os dois entrarem numa de querer atender apenas as próprias necessidades, o resultado é patético.

&lt;blockquote&gt;As minha amigas diziam-me sempre para eu brincar com eles, manipulá-los, fazê-los de tolinhos que eram,&lt;/blockquote&gt;

Taí um discurso que é tão comum quanto é grotesco. Sinceramente me escapa qual o interesse que alguém pode ter em jogar esse tipo de jogo.

&lt;blockquote&gt;claro nunca me entregar facilmente ou sem antes ter muitas provas dele de que era sério…&lt;/blockquote&gt;

Essa &quot;estratégia&quot; é perdedora, vai selecionar precisamente os homens que estão dispostos a jogar esse tipo de joguinho. Alguém que aceita ter suas próprias necessidades ignoradas está no paradigma errado e provavelmente também não verá nada de mais em ignorar as suas. Nenhum dos lados tem que chantagear o outro. Ou existe a disposição desde o começo em um atender as necessidades do outro, ou dificilmente isso virá magicamente depois. Claro, você deve cuidar que as *suas* necessidades estejam sendo satisfeitas. Mas igualmente válido é ele querer o mesmo, e ambos acharem isso normal. O equivalente dessa posição perdedora pelo lado masculino seria um homem que não está disposto a ter uma conversa mais longa antes que a mulher transe com ele. Não faz nenhum sentido. É começar com o pé esquerdo. Claro, respeitando os limites de não fazer nada terrivelmente imprudente, é preciso estar disposto a investir para ter um relacionamento que preste. E sim, por vezes vamos cometer erros de julgamento; mas a solução não é por via das dúvidas dar tiros a esmo. A experiência aos poucos vai nos dando mais segurança para discernir com quem queremos de fato nos envolver,

&lt;blockquote&gt;A verdade é que se uma pessoa começa por dizer que gosta de mim porque quer algo de mim e se eu tenho de desintrincar toda a manipulação “comercial e de marketing” perco logo a vontade- afinal o amor é apenas um negócio.&lt;/blockquote&gt;

Haver amor não elimina o fato de que ambos têm necessidades de várias ordens que precisam ser satisfeitas. Ao invés de fugir disso e achar que tudo que você quer o outro deveria dar espontaneamente &quot;por amor&quot;, é preciso sim ter muita clareza sobre o que os dois esperam da relação e buscar que isso fique claro e bem resolvido. Essa &quot;negociação&quot; é fundamental, e não elimina que haja amor. Pelo contrário, se ela não ocorrer as necessidades continuarão existindo, e aí sim se cai num círculo vicioso de conflito e manipulação.

&lt;blockquote&gt;A pessoa neste caso o homem quer sexo, diz e faz qualquer coisa por isso, e eu tenho de não acreditar e de lhe colocar a cenourinha à frente do nariz até que ele se apaixone a sério por mim (o que nunca aconteceu, porque eu nunca coloquei a cenoura a distancia suficiente, por tempo suficiente) e apaixonar como tradução de sofrer, penar, lutar horrores até ele se sentir finalmente se sentir digno e sentir que para tanto trabalho e dor, “esta gaja” (eu) “vale mesmo a pena e não vou perdê-la tão facilmente ” porquê pagar um preço tão alto por sexo apenas?…&lt;/blockquote&gt;

Se os dois ficarem pensando nesse termos não vai a lugar algum. Fazer alguém feliz dá trabalho. Você tem que pensar se vale a pena. Não manipulativamente, do tipo &quot;colocar a cenourinha&quot;, mas sim sinceramente, do tipo entender as necessidades dele e esforçar-se para satisfazê-las, e naturalmente esperar (não opcionalmente) que ele faça o mesmo. Se ele não estiver disposto a fazer isso, tem mais é que deixar ele pra lá mesmo. Só que o mesmo vale pelo lado dele.

&lt;blockquote&gt;No ínicio é só isso, com a “dificuldade” (de acesso), torna-se uma prova de masculinidade, de ego e de desespero emocional que ilusóriamente levam à ideia de que só pode ser “por amor”! Algo que se supostamente deveria ser uma dádiva, uma partilha, algo transparente e verdadeiro da essência de cada um, começa com tortura, mentira e manipulação… como é que os divórcios não hão de ser muitos?&lt;/blockquote&gt;

Pois é, isso é começar com o pé esquerdo. O que tem que ocorrer é desde o princípio um se preocupar com o bem-estar do outro, e em construir um relacionamento que satisfaça as necessidades de *ambos*.

&lt;blockquote&gt;quantos mais anos tenho, mais sinto o convite do cínismo. Não se pode acreditar em nada e muito menos em ninguém&lt;/blockquote&gt;

Bem, sinto aqui vontade de citar Sartre : nós somos aquilo que fazemos com o que fazem com a gente.

Nós não controlamos as injustiças que sofremos, mas controlamos como reagimos a elas.

&lt;blockquote&gt;Quando era criança os relacionamentos eram mais sinceros, puros, verdadeiros e eu de facto podia ter amigos masculinos (a babarem-se pela Pamela Anderson) mas que eram meus amigos e não predadores sexuais mascarados de ovelhas… amigas, a tentarem comer-me!&lt;/blockquote&gt;

Eu não vejo absolutamente qualquer problema em &quot;tentarem te comer&quot;. Isso não torna ninguém um predador sexual e sim um homem normal e saudável. Para mim, o problema não está em querer sexo, e sim em não ter escrúpulos em manipular ou enganar você para obtê-lo. Um relacionamento entre adultos não se torna mais &quot;sincero&quot; ou mais &quot;puro&quot; ou mais &quot;verdadeiro&quot; quanto se abstrai dele o sexo. Eu não vejo absolutamente nada de insincero, impuro ou falso com a sexualização de uma relação. Aliás, muito pelo contrário - acho que em particular pelo lado masculino, desejo sexual é provavelmente um dos sentimentos mais autenticamente verdadeiros e sinceros que há. Não consigo ver absolutamente nenhum motivo razoável para uma mulher ficar ofendida por ser desejada. Uma mulher dizer &quot;você só está interessado no meu corpo&quot; é tão sem sentido quando um homem dizer &quot;você só está interessada na minha mente&quot;. Um homem ficar ofendido por uma mulher querer conversar com ele ao invés de transar é tão sem sentido quanto uma mulher ficar ofendida com um homem querer comê-la ao invés de falar com ela. Se os dois estiverem interessados um no outro, dá para fazer os dois e ambos saírem muito felizes. Basta os dois serem generosos e gentis e se preocuparem um com as necessidades do outro.

&lt;blockquote&gt;porque olho para aquele ser como um igual diferente a quem respeito e que me respeita, por quem nutro verdadeiro e sincero afecto e atenção pela sua integridade psicológica, fisica e mental&lt;/blockquote&gt;

Sim, concordo, é por aí mesmo. A parte mais difícil é aceitar que as necessidades do outro podem mesmo ser completamente alienígenas às nossas.

Agradeço o comentário e peço que não se chateie com nada na minha resposta, a questão é que eu também me irrito com esse comportamento tão terrivelmente comum de não reconhecer as necesidades do outro como tão legítimas quanto as suas, e se por um lado você lamenta isso, por outro lado em alguns momentos me soou como se você tivesse introjetado uma parte desse mesmo discurso meio que sem nem perceber. Mas evidentemente não a conheço e posso estar completamente enganado sobre isso. Seja como for, é sem intenção de hostilidade.

Saudações,
Sergio</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Oi Natacha,</p>
<blockquote><p>Fantástico texto, respostas.</p></blockquote>
<p>É sempre bom saber que o texto fez sentido para alguém aí do outro lado. :-)</p>
<blockquote><p>Na parte citada é a descrição de minha situação.</p></blockquote>
<p>Infelizmente, é a situação de uma boa quantidade de pessoas. Percentualmente, talvez não muitas, mas numericamente, estão espalhadas por aí em todos os lugares. Só que justamente por não se identificarem com o jogo social padrão, acabam tendo muito mais dificuldade de encontrar quem combine com elas. É de fato muito mais conveniente e simples ser igual a todo mundo.</p>
<blockquote><p>Irrita-me profundamente todos os esquemas e jogos de se “ter” de se fazer difícil,</p></blockquote>
<p>É, eu também acho isso patético. Essa tentativa constante de manipular o outro, de ambos os lados, é irritante e exaustiva.</p>
<blockquote><p>de ter de usar um dicionário para todas as conversas que um homem tenta “inocentemente bem intecionado” ter comigo.</p></blockquote>
<p>Isso é alimentado em grande parte justamente pelo comportamento descrito na frase anterior. A questão é que se um homem é 100% honesto e fala &#8220;bom dia, eu quero te comer&#8221;, o padrão usual é uma reação histérica, como se houvesse algo errado ou problemático com isso, ao invés de ser simplesmente o normal, saudável e biologicamente esperado.</p>
<blockquote><p>Sempre fui muito verdadeira, e crédula e por isso sempre me magoei ao descobrir que “as conversas” profundas, emotivas, sensíveis, de aparente inteligência que eles tinham comigo, eram apenas “conversa” com uma finalidade egoísta.</p></blockquote>
<p>Ué, um homem poderia igualmente dizer que você está sendo &#8220;egoísta&#8221; ao querer ter conversas profundas, emotivas, sensíveis e inteligentes ao invés de simplesmente dar pra ele e pronto. A questão que precisa ser compreendida é que não existe nada de intrinsecamente egoísta nem nas suas necessidades nem nas dos homens que você descreve. Seria ideal se as necessidades coincidissem, mas freqüentemente não o fazem. E aí, fazemos o quê? Reclamar que tudo que queremos o outro tem que querer também espontaneamente é como dizer &#8220;puxa, eu pensei que o sujeito do posto de gasolina estava enchendo o meu tanque porque era meu amigo mas eu descobri que era só porque estou em troca dando dinheiro pra ele&#8221;. Essa é uma visão muito simplista do mundo. Nossas necessidades nem sempre coincidem com as dos outros, isso não quer dizer que estamos automaticamente sendo egoístas ou que não nos importamos com o outro. Ser egoísta não é se importar com as próprias necessidades; ser egoístas é se importar *apenas* com as suas próprias necessidades e desprezar ou descartar as do outro. Querer ter suas próprias necessidades satisfeitas, desde que considerando também as necessidades do outro, isso é apenas normal e saudável. O problema é quando isso vira um jogo manipulativo, quando não existe realmente intenção ou preocupação em satisfazer as necessidades do outro, e sim apenas um discurso nesse sentido que não se concretiza em ações. É realmente muito dificil encontrar alguém que verdadeiramente está disposto a levar a sério as nossas necessidades. Mas isso vale tanto para homens quanto para mulheres. E eu não acho que querer sexo ao invés de conversar seja intrinsecamente egoísta, assim como não o é querer ter uma conversa ao invés de transar. É preciso haver franqueza quanto às necessidades de ambos e negociar algo que funcione para os dois. Se os dois entrarem numa de querer atender apenas as próprias necessidades, o resultado é patético.</p>
<blockquote><p>As minha amigas diziam-me sempre para eu brincar com eles, manipulá-los, fazê-los de tolinhos que eram,</p></blockquote>
<p>Taí um discurso que é tão comum quanto é grotesco. Sinceramente me escapa qual o interesse que alguém pode ter em jogar esse tipo de jogo.</p>
<blockquote><p>claro nunca me entregar facilmente ou sem antes ter muitas provas dele de que era sério…</p></blockquote>
<p>Essa &#8220;estratégia&#8221; é perdedora, vai selecionar precisamente os homens que estão dispostos a jogar esse tipo de joguinho. Alguém que aceita ter suas próprias necessidades ignoradas está no paradigma errado e provavelmente também não verá nada de mais em ignorar as suas. Nenhum dos lados tem que chantagear o outro. Ou existe a disposição desde o começo em um atender as necessidades do outro, ou dificilmente isso virá magicamente depois. Claro, você deve cuidar que as *suas* necessidades estejam sendo satisfeitas. Mas igualmente válido é ele querer o mesmo, e ambos acharem isso normal. O equivalente dessa posição perdedora pelo lado masculino seria um homem que não está disposto a ter uma conversa mais longa antes que a mulher transe com ele. Não faz nenhum sentido. É começar com o pé esquerdo. Claro, respeitando os limites de não fazer nada terrivelmente imprudente, é preciso estar disposto a investir para ter um relacionamento que preste. E sim, por vezes vamos cometer erros de julgamento; mas a solução não é por via das dúvidas dar tiros a esmo. A experiência aos poucos vai nos dando mais segurança para discernir com quem queremos de fato nos envolver,</p>
<blockquote><p>A verdade é que se uma pessoa começa por dizer que gosta de mim porque quer algo de mim e se eu tenho de desintrincar toda a manipulação “comercial e de marketing” perco logo a vontade- afinal o amor é apenas um negócio.</p></blockquote>
<p>Haver amor não elimina o fato de que ambos têm necessidades de várias ordens que precisam ser satisfeitas. Ao invés de fugir disso e achar que tudo que você quer o outro deveria dar espontaneamente &#8220;por amor&#8221;, é preciso sim ter muita clareza sobre o que os dois esperam da relação e buscar que isso fique claro e bem resolvido. Essa &#8220;negociação&#8221; é fundamental, e não elimina que haja amor. Pelo contrário, se ela não ocorrer as necessidades continuarão existindo, e aí sim se cai num círculo vicioso de conflito e manipulação.</p>
<blockquote><p>A pessoa neste caso o homem quer sexo, diz e faz qualquer coisa por isso, e eu tenho de não acreditar e de lhe colocar a cenourinha à frente do nariz até que ele se apaixone a sério por mim (o que nunca aconteceu, porque eu nunca coloquei a cenoura a distancia suficiente, por tempo suficiente) e apaixonar como tradução de sofrer, penar, lutar horrores até ele se sentir finalmente se sentir digno e sentir que para tanto trabalho e dor, “esta gaja” (eu) “vale mesmo a pena e não vou perdê-la tão facilmente ” porquê pagar um preço tão alto por sexo apenas?…</p></blockquote>
<p>Se os dois ficarem pensando nesse termos não vai a lugar algum. Fazer alguém feliz dá trabalho. Você tem que pensar se vale a pena. Não manipulativamente, do tipo &#8220;colocar a cenourinha&#8221;, mas sim sinceramente, do tipo entender as necessidades dele e esforçar-se para satisfazê-las, e naturalmente esperar (não opcionalmente) que ele faça o mesmo. Se ele não estiver disposto a fazer isso, tem mais é que deixar ele pra lá mesmo. Só que o mesmo vale pelo lado dele.</p>
<blockquote><p>No ínicio é só isso, com a “dificuldade” (de acesso), torna-se uma prova de masculinidade, de ego e de desespero emocional que ilusóriamente levam à ideia de que só pode ser “por amor”! Algo que se supostamente deveria ser uma dádiva, uma partilha, algo transparente e verdadeiro da essência de cada um, começa com tortura, mentira e manipulação… como é que os divórcios não hão de ser muitos?</p></blockquote>
<p>Pois é, isso é começar com o pé esquerdo. O que tem que ocorrer é desde o princípio um se preocupar com o bem-estar do outro, e em construir um relacionamento que satisfaça as necessidades de *ambos*.</p>
<blockquote><p>quantos mais anos tenho, mais sinto o convite do cínismo. Não se pode acreditar em nada e muito menos em ninguém</p></blockquote>
<p>Bem, sinto aqui vontade de citar Sartre : nós somos aquilo que fazemos com o que fazem com a gente.</p>
<p>Nós não controlamos as injustiças que sofremos, mas controlamos como reagimos a elas.</p>
<blockquote><p>Quando era criança os relacionamentos eram mais sinceros, puros, verdadeiros e eu de facto podia ter amigos masculinos (a babarem-se pela Pamela Anderson) mas que eram meus amigos e não predadores sexuais mascarados de ovelhas… amigas, a tentarem comer-me!</p></blockquote>
<p>Eu não vejo absolutamente qualquer problema em &#8220;tentarem te comer&#8221;. Isso não torna ninguém um predador sexual e sim um homem normal e saudável. Para mim, o problema não está em querer sexo, e sim em não ter escrúpulos em manipular ou enganar você para obtê-lo. Um relacionamento entre adultos não se torna mais &#8220;sincero&#8221; ou mais &#8220;puro&#8221; ou mais &#8220;verdadeiro&#8221; quanto se abstrai dele o sexo. Eu não vejo absolutamente nada de insincero, impuro ou falso com a sexualização de uma relação. Aliás, muito pelo contrário &#8211; acho que em particular pelo lado masculino, desejo sexual é provavelmente um dos sentimentos mais autenticamente verdadeiros e sinceros que há. Não consigo ver absolutamente nenhum motivo razoável para uma mulher ficar ofendida por ser desejada. Uma mulher dizer &#8220;você só está interessado no meu corpo&#8221; é tão sem sentido quando um homem dizer &#8220;você só está interessada na minha mente&#8221;. Um homem ficar ofendido por uma mulher querer conversar com ele ao invés de transar é tão sem sentido quanto uma mulher ficar ofendida com um homem querer comê-la ao invés de falar com ela. Se os dois estiverem interessados um no outro, dá para fazer os dois e ambos saírem muito felizes. Basta os dois serem generosos e gentis e se preocuparem um com as necessidades do outro.</p>
<blockquote><p>porque olho para aquele ser como um igual diferente a quem respeito e que me respeita, por quem nutro verdadeiro e sincero afecto e atenção pela sua integridade psicológica, fisica e mental</p></blockquote>
<p>Sim, concordo, é por aí mesmo. A parte mais difícil é aceitar que as necessidades do outro podem mesmo ser completamente alienígenas às nossas.</p>
<p>Agradeço o comentário e peço que não se chateie com nada na minha resposta, a questão é que eu também me irrito com esse comportamento tão terrivelmente comum de não reconhecer as necesidades do outro como tão legítimas quanto as suas, e se por um lado você lamenta isso, por outro lado em alguns momentos me soou como se você tivesse introjetado uma parte desse mesmo discurso meio que sem nem perceber. Mas evidentemente não a conheço e posso estar completamente enganado sobre isso. Seja como for, é sem intenção de hostilidade.</p>
<p>Saudações,<br />
Sergio</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: C. Natacha</title>
		<link>http://www.oindividuo.org/2009/12/19/homens-e-mulheres/comment-page-1/#comment-2768</link>
		<dc:creator>C. Natacha</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 24 Jan 2010 14:16:19 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.oindividuo.org/?p=1602#comment-2768</guid>
		<description>Em sendo possivel interagir mais proximamente com a pessoa, para mim a essa altura fica mais ou menos claro reconhecer em não muito tempo se é o caso. O problema *mesmo*, pelo menos como eu o vejo atualmente, é *localizar* essas pessoas para começar. É como querer achar uma pessoa com QI 160, por exemplo. Não que inteligência seja o único fator aqui (pessoas brilhantes não são imunes a serem emocionalmente perturbadas por exemplo), mas serve como ilustração. Vejamos, por esse ponto de vista, 50% da população tem um QI aproximadamente entre 89 e 111. Eles são, digamos, o homem e a mulher “médios”. Entre eles tudo está ótimo e elas ficam muito felizes de gritar uga buga uns pros outros e saírem disso emocionalmente e intelectualmente satisfeitos.

Mas se você tem um QI de 140, começa a ficar complexo se satisfazer com isso, mas aí onde encontrar pessoas compatíveis? Estatisticamente, uma pessoa em cada 100 estará nesse nível, significando que por exemplo numa boate com 100 pessoas freqüentemente uma única terá sequer os pré-requisitos básicos. Sendo que muitas vezes essa pessoa será você. :-) E se você tem um QI de 160, bem, aí você está com problemas *sérios*. Estatisticamente uma pessoa entre milhares terá este perfil. Localizar outras pessoas do mesmo nível se torna então algo muito frustrante. E reitero, inteligência é apenas uma ilustração – na prática seremos muito mais seletivos do que isso. Ou pressionados por nossas insufocáveis necessidades emocionais e afetivas não o seremos, gerando todo tipo de situação assimétrica, com variáveis graus de satisfação para os envolvidos dependendo de suas personalidades.

Não é fácil resistir à sociedade de massas e ao comportamento estereotipado. Eu vivo questionando minhas próprias atitudes em relação a isso, e tento fugir do padrão, mas confesso que nem sempre é possível. A sociedade nos cobra o tempo todo. Quem não segue o padrão, é discriminado e ridicularizado.

Bem, em geral é objetivamente possível fugir do padrão, mas isso vem com um custo associado, por vezes bastante alto, exigindo uma clareza muito grande de propósito. A maior heresia que há em todos os grupos e sociedades tende a ser fazer as coisas de uma forma diferente das que todos estão acostumados; isso quase sempre gera espontânea e intensa hostilidade, e reações que vão desde “ha, que coitado, não sabe como se fazem as coisas” até “quem você pensa que é”. E historicamente as penas para ser seriamente iconoclasta ou herético quase sempre foram piores do que as reservadas para ser assaltante ou mesmo assassino. Para alguém com QI 90, um gênio costuma ser indistinguível de um maluco. Mas novamente, não precisa ser uma questão de inteligência – pode ser simplesmente ter personalidade divergente. Detestar chocolate, achar futebol chatíssimo, ter muito mais interesse em discutir um problema de matemática do que em ir à praia. Seja qual for o caso, não faltarão pessoas por aí agressivamente dispostas a encher o seu saco para querer torná-los mais igual aos outros. É preciso então ter mesmo muita clareza de propósito, e de sua própria identidade, e do que você realmente quer, para ter sucesso em se manter fiel a si mesmo ao invés de simplesmente se render a engolir intragável chocolate dizendo “que gostoso!”.


Fantástico texto, respostas. 
Na parte citada é a descrição de minha situação. 
EU não sei qual o meu QI, mas levou-me muito tempo a perceber que a forma como eu percebia o amor e as relações... que o que me atraía numa pessoa, eram geralmente diferentes da &quot; maioria&quot; (e) das minhas amigas. 
Irrita-me profundamente todos os esquemas e jogos de se &quot;ter&quot; de se fazer difícil, de ter de usar um dicionário para todas as conversas que um homem tenta &quot;inocentemente bem intecionado&quot; ter comigo. Sempre fui muito verdadeira, e crédula e por isso sempre me magoei ao descobrir que &quot;as conversas&quot; profundas, emotivas, sensíveis, de aparente inteligência que eles tinham comigo, eram apenas &quot;conversa&quot; com uma finalidade egoísta. As minha amigas diziam-me sempre para eu brincar com eles, manipulá-los, fazê-los de tolinhos que eram, claro nunca me entregar facilmente ou sem antes ter muitas provas dele de que era sério... A verdade é que se uma pessoa começa por dizer que gosta de mim porque quer algo de mim e se eu tenho de desintrincar  toda a manipulação &quot;comercial e de marketing&quot; perco logo a vontade- afinal o amor é apenas um negócio. A pessoa neste caso o homem quer sexo, diz e faz qualquer coisa por isso, e eu tenho de não acreditar e de lhe colocar a cenourinha à frente do nariz até que ele se apaixone a sério por mim (o que nunca aconteceu, porque eu nunca coloquei a cenoura a distancia suficiente, por tempo suficiente) e apaixonar como tradução de sofrer, penar, lutar horrores até ele se sentir finalmente se sentir digno e sentir que para tanto trabalho e dor, &quot;esta gaja&quot;  (eu) &quot;vale mesmo a pena e não vou perdê-la tão facilmente &quot; porquê pagar um preço tão alto por sexo apenas?... No ínicio é só isso, com a &quot;dificuldade&quot; (de acesso), torna-se uma prova de masculinidade, de ego e de desespero emocional que ilusóriamente levam à ideia de que só pode ser &quot;por amor&quot;! Algo que se supostamente deveria ser uma dádiva, uma partilha, algo transparente e verdadeiro da essência de cada um, começa com tortura, mentira e manipulação... como é que os divórcios não hão de ser muitos?
Já estive interessada por homens dominantes, mas a maioria era não dominante... sinceramente, não vi grande diferença... todos sem excepção me mentiram, para conseguir o que queriam! Uns fingiram ser muito sensíveis, outros muito espirituais, outros muito inteligentes, outros ecologistas muito simples, outros idealistas utópicos, outros até psicólogos que &quot;entendiam todo o meu sofrimento&quot;. Todos juraram &quot; que não iguais aos outros&quot; exactamente depois de fazerem exactamente o mesmo que os outros!
Muitos, a maioria, chegou á conclusão que preferia uma mulher manipuladora, chata, difícil, e que uma mulher doce, não manipuladora, generosa, verdadeira e autêntica era demasiado &quot;boa&quot; para eles, e não me mereciam! Outros acomodavam-se à espera que algo melhor surgisse no horizonte, na esperança de que eu não me apercebesse da minha utilidade , ou achavam que eu até era o algo melhor no horizonte, mas queriam o horizonte sem sair do lugar aonde já estavam com a outra!

Frusta-me muito, acho que ser adulto é horrível em termos de relações humanas, quantos mais anos tenho, mais sinto o convite do cínismo. Não se pode acreditar em nada e muito menos em ninguém! Até que se invente o detector de mentiras portátil! Quando era criança os relacionamentos eram mais sinceros, puros, verdadeiros e eu de facto podia ter amigos masculinos (a babarem-se pela Pamela Anderson) mas que eram meus amigos e não predadores sexuais mascarados de ovelhas... amigas, a tentarem comer-me! 
O tipo de homens que sempre me atraiu eram aqueles com quem tinha conversas que duravam sem sentir o tempo a passar... daí que tenha tido um fraquinho por quase todos os meus professores de Filosofia! Ou pelo nerd bom aluno da turma, raramente o líder-motard- morangos com açucar com que as minhas colegas se babavam! Alías nunca achei &quot;giros&quot; os homens que elas achavam giros... porque não sabia como eles eram como pessoas! 

Várias vezes achei que o problema era eu, mas hoje já vivo na conclusão que é mesmo um &quot;dogma&quot; social de relacionamentos, apoiado por teóricos e doutorados e alguns pseudo que escrevem alguns livrinhos que tornam aceitável que se, se comporte dessa forma. Eu não consegui, e não consigo! Não estou com alguém por comodismo, por conforto, por medo de estar sozinha, ou mesmo carência... estou porque olho para aquele ser como um igual diferente a quem respeito e que me respeita, por quem nutro verdadeiro e sincero afecto e atenção pela sua integridade psicológica, fisica e mental e com quem sinto uma conexão cardíaca  que torna a jornada da vida mais bela e o Universo mais próximo do Ser a cada momento. 
Mas eu acho que sou extra-terrestre!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Em sendo possivel interagir mais proximamente com a pessoa, para mim a essa altura fica mais ou menos claro reconhecer em não muito tempo se é o caso. O problema *mesmo*, pelo menos como eu o vejo atualmente, é *localizar* essas pessoas para começar. É como querer achar uma pessoa com QI 160, por exemplo. Não que inteligência seja o único fator aqui (pessoas brilhantes não são imunes a serem emocionalmente perturbadas por exemplo), mas serve como ilustração. Vejamos, por esse ponto de vista, 50% da população tem um QI aproximadamente entre 89 e 111. Eles são, digamos, o homem e a mulher “médios”. Entre eles tudo está ótimo e elas ficam muito felizes de gritar uga buga uns pros outros e saírem disso emocionalmente e intelectualmente satisfeitos.</p>
<p>Mas se você tem um QI de 140, começa a ficar complexo se satisfazer com isso, mas aí onde encontrar pessoas compatíveis? Estatisticamente, uma pessoa em cada 100 estará nesse nível, significando que por exemplo numa boate com 100 pessoas freqüentemente uma única terá sequer os pré-requisitos básicos. Sendo que muitas vezes essa pessoa será você. :-) E se você tem um QI de 160, bem, aí você está com problemas *sérios*. Estatisticamente uma pessoa entre milhares terá este perfil. Localizar outras pessoas do mesmo nível se torna então algo muito frustrante. E reitero, inteligência é apenas uma ilustração – na prática seremos muito mais seletivos do que isso. Ou pressionados por nossas insufocáveis necessidades emocionais e afetivas não o seremos, gerando todo tipo de situação assimétrica, com variáveis graus de satisfação para os envolvidos dependendo de suas personalidades.</p>
<p>Não é fácil resistir à sociedade de massas e ao comportamento estereotipado. Eu vivo questionando minhas próprias atitudes em relação a isso, e tento fugir do padrão, mas confesso que nem sempre é possível. A sociedade nos cobra o tempo todo. Quem não segue o padrão, é discriminado e ridicularizado.</p>
<p>Bem, em geral é objetivamente possível fugir do padrão, mas isso vem com um custo associado, por vezes bastante alto, exigindo uma clareza muito grande de propósito. A maior heresia que há em todos os grupos e sociedades tende a ser fazer as coisas de uma forma diferente das que todos estão acostumados; isso quase sempre gera espontânea e intensa hostilidade, e reações que vão desde “ha, que coitado, não sabe como se fazem as coisas” até “quem você pensa que é”. E historicamente as penas para ser seriamente iconoclasta ou herético quase sempre foram piores do que as reservadas para ser assaltante ou mesmo assassino. Para alguém com QI 90, um gênio costuma ser indistinguível de um maluco. Mas novamente, não precisa ser uma questão de inteligência – pode ser simplesmente ter personalidade divergente. Detestar chocolate, achar futebol chatíssimo, ter muito mais interesse em discutir um problema de matemática do que em ir à praia. Seja qual for o caso, não faltarão pessoas por aí agressivamente dispostas a encher o seu saco para querer torná-los mais igual aos outros. É preciso então ter mesmo muita clareza de propósito, e de sua própria identidade, e do que você realmente quer, para ter sucesso em se manter fiel a si mesmo ao invés de simplesmente se render a engolir intragável chocolate dizendo “que gostoso!”.</p>
<p>Fantástico texto, respostas.<br />
Na parte citada é a descrição de minha situação.<br />
EU não sei qual o meu QI, mas levou-me muito tempo a perceber que a forma como eu percebia o amor e as relações&#8230; que o que me atraía numa pessoa, eram geralmente diferentes da &#8221; maioria&#8221; (e) das minhas amigas.<br />
Irrita-me profundamente todos os esquemas e jogos de se &#8220;ter&#8221; de se fazer difícil, de ter de usar um dicionário para todas as conversas que um homem tenta &#8220;inocentemente bem intecionado&#8221; ter comigo. Sempre fui muito verdadeira, e crédula e por isso sempre me magoei ao descobrir que &#8220;as conversas&#8221; profundas, emotivas, sensíveis, de aparente inteligência que eles tinham comigo, eram apenas &#8220;conversa&#8221; com uma finalidade egoísta. As minha amigas diziam-me sempre para eu brincar com eles, manipulá-los, fazê-los de tolinhos que eram, claro nunca me entregar facilmente ou sem antes ter muitas provas dele de que era sério&#8230; A verdade é que se uma pessoa começa por dizer que gosta de mim porque quer algo de mim e se eu tenho de desintrincar  toda a manipulação &#8220;comercial e de marketing&#8221; perco logo a vontade- afinal o amor é apenas um negócio. A pessoa neste caso o homem quer sexo, diz e faz qualquer coisa por isso, e eu tenho de não acreditar e de lhe colocar a cenourinha à frente do nariz até que ele se apaixone a sério por mim (o que nunca aconteceu, porque eu nunca coloquei a cenoura a distancia suficiente, por tempo suficiente) e apaixonar como tradução de sofrer, penar, lutar horrores até ele se sentir finalmente se sentir digno e sentir que para tanto trabalho e dor, &#8220;esta gaja&#8221;  (eu) &#8220;vale mesmo a pena e não vou perdê-la tão facilmente &#8221; porquê pagar um preço tão alto por sexo apenas?&#8230; No ínicio é só isso, com a &#8220;dificuldade&#8221; (de acesso), torna-se uma prova de masculinidade, de ego e de desespero emocional que ilusóriamente levam à ideia de que só pode ser &#8220;por amor&#8221;! Algo que se supostamente deveria ser uma dádiva, uma partilha, algo transparente e verdadeiro da essência de cada um, começa com tortura, mentira e manipulação&#8230; como é que os divórcios não hão de ser muitos?<br />
Já estive interessada por homens dominantes, mas a maioria era não dominante&#8230; sinceramente, não vi grande diferença&#8230; todos sem excepção me mentiram, para conseguir o que queriam! Uns fingiram ser muito sensíveis, outros muito espirituais, outros muito inteligentes, outros ecologistas muito simples, outros idealistas utópicos, outros até psicólogos que &#8220;entendiam todo o meu sofrimento&#8221;. Todos juraram &#8221; que não iguais aos outros&#8221; exactamente depois de fazerem exactamente o mesmo que os outros!<br />
Muitos, a maioria, chegou á conclusão que preferia uma mulher manipuladora, chata, difícil, e que uma mulher doce, não manipuladora, generosa, verdadeira e autêntica era demasiado &#8220;boa&#8221; para eles, e não me mereciam! Outros acomodavam-se à espera que algo melhor surgisse no horizonte, na esperança de que eu não me apercebesse da minha utilidade , ou achavam que eu até era o algo melhor no horizonte, mas queriam o horizonte sem sair do lugar aonde já estavam com a outra!</p>
<p>Frusta-me muito, acho que ser adulto é horrível em termos de relações humanas, quantos mais anos tenho, mais sinto o convite do cínismo. Não se pode acreditar em nada e muito menos em ninguém! Até que se invente o detector de mentiras portátil! Quando era criança os relacionamentos eram mais sinceros, puros, verdadeiros e eu de facto podia ter amigos masculinos (a babarem-se pela Pamela Anderson) mas que eram meus amigos e não predadores sexuais mascarados de ovelhas&#8230; amigas, a tentarem comer-me!<br />
O tipo de homens que sempre me atraiu eram aqueles com quem tinha conversas que duravam sem sentir o tempo a passar&#8230; daí que tenha tido um fraquinho por quase todos os meus professores de Filosofia! Ou pelo nerd bom aluno da turma, raramente o líder-motard- morangos com açucar com que as minhas colegas se babavam! Alías nunca achei &#8220;giros&#8221; os homens que elas achavam giros&#8230; porque não sabia como eles eram como pessoas! </p>
<p>Várias vezes achei que o problema era eu, mas hoje já vivo na conclusão que é mesmo um &#8220;dogma&#8221; social de relacionamentos, apoiado por teóricos e doutorados e alguns pseudo que escrevem alguns livrinhos que tornam aceitável que se, se comporte dessa forma. Eu não consegui, e não consigo! Não estou com alguém por comodismo, por conforto, por medo de estar sozinha, ou mesmo carência&#8230; estou porque olho para aquele ser como um igual diferente a quem respeito e que me respeita, por quem nutro verdadeiro e sincero afecto e atenção pela sua integridade psicológica, fisica e mental e com quem sinto uma conexão cardíaca  que torna a jornada da vida mais bela e o Universo mais próximo do Ser a cada momento.<br />
Mas eu acho que sou extra-terrestre!</p>
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	<item>
		<title>By: Sergio de Biasi</title>
		<link>http://www.oindividuo.org/2009/12/19/homens-e-mulheres/comment-page-1/#comment-2732</link>
		<dc:creator>Sergio de Biasi</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Jan 2010 15:29:41 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.oindividuo.org/?p=1602#comment-2732</guid>
		<description>&lt;blockquote&gt;As observações são verdadeiras, porém frustrantes. De fato, a maioria dos homens/mulheres não passam de macacos vestidos!&lt;/blockquote&gt;

E como se isso não fosse suficiente, existe a frustração adicional de que percebê-lo não nos isenta de estarmos partindo da mesma realidade... :-P É possível com suficiente autocontrole não *agir* como um macaco, mas nossas motivações e necessidades instintivas, algumas delas completamente não opcionais e que precisam de alguma forma serem satisfeitas, são mesmo de fazê-lo. Do alto de toda a nossa civilização, continua sendo preciso muita maturidade para não sair gritando uga buga e fazendo descontroladamente o que os hormônios mandam jogando quaisquer outras considerações às favas. Poucos conseguem fazê-lo. Nossa inteligência acaba em geral sendo usada apenas para gritar uga buga de formas mais convolutas.

&lt;blockquote&gt;A questão que me intriga é conseguir reconhecer alguém que não seja o chamado “homem/mulher médio/a”, quando estiver diante dele/a.&lt;/blockquote&gt;

Em sendo possivel interagir mais proximamente com a pessoa, para mim a essa altura fica mais ou menos claro reconhecer em não muito tempo se é o caso. O problema *mesmo*, pelo menos como eu o vejo atualmente, é *localizar* essas pessoas para começar. É como querer achar uma pessoa com QI 160, por exemplo. Não que inteligência seja o único fator aqui (pessoas brilhantes não são imunes a serem emocionalmente perturbadas por exemplo), mas serve como ilustração. Vejamos, por esse ponto de vista, 50% da população tem um QI aproximadamente entre 89 e 111. Eles são, digamos, o homem e a mulher &quot;médios&quot;. Entre eles tudo está ótimo e elas ficam muito felizes de gritar uga buga uns pros outros e saírem disso emocionalmente e intelectualmente satisfeitos.

Mas se você tem um QI de 140, começa a ficar complexo se satisfazer com isso, mas aí onde encontrar pessoas compatíveis? Estatisticamente, uma pessoa em cada 100 estará nesse nível, significando que por exemplo numa boate com 100 pessoas freqüentemente uma única terá sequer os pré-requisitos básicos. Sendo que muitas vezes essa pessoa será você. :-) E se você tem um QI de 160, bem, aí você está com problemas *sérios*. Estatisticamente uma pessoa entre milhares terá este perfil. Localizar outras pessoas do mesmo nível se torna então algo muito frustrante. E reitero, inteligência é apenas uma ilustração - na prática seremos muito mais seletivos do que isso. Ou pressionados por nossas insufocáveis necessidades emocionais e afetivas não o seremos, gerando todo tipo de situação assimétrica, com variáveis graus de satisfação para os envolvidos dependendo de suas personalidades.

&lt;blockquote&gt;Não é fácil resistir à sociedade de massas e ao comportamento estereotipado. Eu vivo questionando minhas próprias atitudes em relação a isso, e tento fugir do padrão, mas confesso que nem sempre é possível. A sociedade nos cobra o tempo todo. Quem não segue o padrão, é discriminado e ridicularizado.&lt;/blockquote&gt;

Bem, em geral é objetivamente possível fugir do padrão, mas isso vem com um custo associado, por vezes bastante alto, exigindo uma clareza muito grande de propósito. A maior heresia que há em todos os grupos e sociedades tende a ser fazer as coisas de uma forma diferente das que todos estão acostumados; isso quase sempre gera espontânea e intensa hostilidade, e reações que vão desde &quot;ha, que coitado, não sabe como se fazem as coisas&quot; até &quot;quem você pensa que é&quot;. E historicamente as penas para ser seriamente iconoclasta ou herético quase sempre foram piores do que as reservadas para ser assaltante ou mesmo assassino. Para alguém com QI 90, um gênio costuma ser indistinguível de um maluco. Mas novamente, não precisa ser uma questão de inteligência - pode ser simplesmente ter personalidade divergente. Detestar chocolate, achar futebol chatíssimo, ter muito mais interesse em discutir um problema de matemática do que em ir à praia. Seja qual for o caso, não faltarão pessoas por aí agressivamente dispostas a encher o seu saco para querer torná-los mais igual aos outros. É preciso então ter mesmo muita clareza de propósito, e de sua própria identidade, e do que você realmente quer, para ter sucesso em se manter fiel a si mesmo ao invés de simplesmente se render a engolir intragável chocolate dizendo &quot;que gostoso!&quot;.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>As observações são verdadeiras, porém frustrantes. De fato, a maioria dos homens/mulheres não passam de macacos vestidos!</p></blockquote>
<p>E como se isso não fosse suficiente, existe a frustração adicional de que percebê-lo não nos isenta de estarmos partindo da mesma realidade&#8230; :-P É possível com suficiente autocontrole não *agir* como um macaco, mas nossas motivações e necessidades instintivas, algumas delas completamente não opcionais e que precisam de alguma forma serem satisfeitas, são mesmo de fazê-lo. Do alto de toda a nossa civilização, continua sendo preciso muita maturidade para não sair gritando uga buga e fazendo descontroladamente o que os hormônios mandam jogando quaisquer outras considerações às favas. Poucos conseguem fazê-lo. Nossa inteligência acaba em geral sendo usada apenas para gritar uga buga de formas mais convolutas.</p>
<blockquote><p>A questão que me intriga é conseguir reconhecer alguém que não seja o chamado “homem/mulher médio/a”, quando estiver diante dele/a.</p></blockquote>
<p>Em sendo possivel interagir mais proximamente com a pessoa, para mim a essa altura fica mais ou menos claro reconhecer em não muito tempo se é o caso. O problema *mesmo*, pelo menos como eu o vejo atualmente, é *localizar* essas pessoas para começar. É como querer achar uma pessoa com QI 160, por exemplo. Não que inteligência seja o único fator aqui (pessoas brilhantes não são imunes a serem emocionalmente perturbadas por exemplo), mas serve como ilustração. Vejamos, por esse ponto de vista, 50% da população tem um QI aproximadamente entre 89 e 111. Eles são, digamos, o homem e a mulher &#8220;médios&#8221;. Entre eles tudo está ótimo e elas ficam muito felizes de gritar uga buga uns pros outros e saírem disso emocionalmente e intelectualmente satisfeitos.</p>
<p>Mas se você tem um QI de 140, começa a ficar complexo se satisfazer com isso, mas aí onde encontrar pessoas compatíveis? Estatisticamente, uma pessoa em cada 100 estará nesse nível, significando que por exemplo numa boate com 100 pessoas freqüentemente uma única terá sequer os pré-requisitos básicos. Sendo que muitas vezes essa pessoa será você. :-) E se você tem um QI de 160, bem, aí você está com problemas *sérios*. Estatisticamente uma pessoa entre milhares terá este perfil. Localizar outras pessoas do mesmo nível se torna então algo muito frustrante. E reitero, inteligência é apenas uma ilustração &#8211; na prática seremos muito mais seletivos do que isso. Ou pressionados por nossas insufocáveis necessidades emocionais e afetivas não o seremos, gerando todo tipo de situação assimétrica, com variáveis graus de satisfação para os envolvidos dependendo de suas personalidades.</p>
<blockquote><p>Não é fácil resistir à sociedade de massas e ao comportamento estereotipado. Eu vivo questionando minhas próprias atitudes em relação a isso, e tento fugir do padrão, mas confesso que nem sempre é possível. A sociedade nos cobra o tempo todo. Quem não segue o padrão, é discriminado e ridicularizado.</p></blockquote>
<p>Bem, em geral é objetivamente possível fugir do padrão, mas isso vem com um custo associado, por vezes bastante alto, exigindo uma clareza muito grande de propósito. A maior heresia que há em todos os grupos e sociedades tende a ser fazer as coisas de uma forma diferente das que todos estão acostumados; isso quase sempre gera espontânea e intensa hostilidade, e reações que vão desde &#8220;ha, que coitado, não sabe como se fazem as coisas&#8221; até &#8220;quem você pensa que é&#8221;. E historicamente as penas para ser seriamente iconoclasta ou herético quase sempre foram piores do que as reservadas para ser assaltante ou mesmo assassino. Para alguém com QI 90, um gênio costuma ser indistinguível de um maluco. Mas novamente, não precisa ser uma questão de inteligência &#8211; pode ser simplesmente ter personalidade divergente. Detestar chocolate, achar futebol chatíssimo, ter muito mais interesse em discutir um problema de matemática do que em ir à praia. Seja qual for o caso, não faltarão pessoas por aí agressivamente dispostas a encher o seu saco para querer torná-los mais igual aos outros. É preciso então ter mesmo muita clareza de propósito, e de sua própria identidade, e do que você realmente quer, para ter sucesso em se manter fiel a si mesmo ao invés de simplesmente se render a engolir intragável chocolate dizendo &#8220;que gostoso!&#8221;.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: Cel</title>
		<link>http://www.oindividuo.org/2009/12/19/homens-e-mulheres/comment-page-1/#comment-2721</link>
		<dc:creator>Cel</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 Jan 2010 17:52:39 +0000</pubDate>
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		<description>As observações são verdadeiras, porém frustrantes. De fato, a maioria dos homens/mulheres não passam de macacos vestidos! 

A questão que me intriga é conseguir reconhecer alguém que não seja o chamado &quot;homem/mulher médio/a&quot;, quando estiver diante dele/a. 

Não é fácil resistir à sociedade de massas e ao comportamento estereotipado. Eu vivo questionando minhas próprias atitudes em relação a isso, e tento fugir do padrão, mas confesso que nem sempre é possível. A sociedade nos cobra o tempo todo. Quem não segue o padrão, é discriminado e ridicularizado.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>As observações são verdadeiras, porém frustrantes. De fato, a maioria dos homens/mulheres não passam de macacos vestidos! </p>
<p>A questão que me intriga é conseguir reconhecer alguém que não seja o chamado &#8220;homem/mulher médio/a&#8221;, quando estiver diante dele/a. </p>
<p>Não é fácil resistir à sociedade de massas e ao comportamento estereotipado. Eu vivo questionando minhas próprias atitudes em relação a isso, e tento fugir do padrão, mas confesso que nem sempre é possível. A sociedade nos cobra o tempo todo. Quem não segue o padrão, é discriminado e ridicularizado.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>By: Sergio de Biasi</title>
		<link>http://www.oindividuo.org/2009/12/19/homens-e-mulheres/comment-page-1/#comment-2330</link>
		<dc:creator>Sergio de Biasi</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Jan 2010 19:32:42 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.oindividuo.org/?p=1602#comment-2330</guid>
		<description>Bem, há duas formas de ler este comentário. A primeira é que esta é mesmo a opinião do autor do comentário. A segunda é que o autor do comentário acha por algum raciocínio tortuoso que esta seria a opinião expressa no texto.

O segundo caso é tão delirante que nem vale a pena desenvolver.

O primeiro, porém, é relevante porque de fato algumas (muitas) pessoas pensam isso. Inclusive grande parte do mundo vive precisamente esta situação, com a superestrutura tradicional e ideológica fornecida em amplas regiões geográficas pela religião muçulmana. (Não que a religião católica também não tenha obviamente lá seu lado misógino.) Meu comentário é que isso é uma aberração total e que as mulheres devem ser deixadas livres para escolher como viver suas vidas.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Bem, há duas formas de ler este comentário. A primeira é que esta é mesmo a opinião do autor do comentário. A segunda é que o autor do comentário acha por algum raciocínio tortuoso que esta seria a opinião expressa no texto.</p>
<p>O segundo caso é tão delirante que nem vale a pena desenvolver.</p>
<p>O primeiro, porém, é relevante porque de fato algumas (muitas) pessoas pensam isso. Inclusive grande parte do mundo vive precisamente esta situação, com a superestrutura tradicional e ideológica fornecida em amplas regiões geográficas pela religião muçulmana. (Não que a religião católica também não tenha obviamente lá seu lado misógino.) Meu comentário é que isso é uma aberração total e que as mulheres devem ser deixadas livres para escolher como viver suas vidas.</p>
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	</item>
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		<title>By: Sergio de Biasi</title>
		<link>http://www.oindividuo.org/2009/12/19/homens-e-mulheres/comment-page-1/#comment-2329</link>
		<dc:creator>Sergio de Biasi</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Jan 2010 19:21:19 +0000</pubDate>
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		<description>Exemplo patético de alguém querendo desviar atenção do assunto.

Vale ressaltar porém que quem acha que as pessoas deveriam se envergonhar de serem gays está cometendo na minha opinião um ato ridículo de obscurantismo intolerante.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Exemplo patético de alguém querendo desviar atenção do assunto.</p>
<p>Vale ressaltar porém que quem acha que as pessoas deveriam se envergonhar de serem gays está cometendo na minha opinião um ato ridículo de obscurantismo intolerante.</p>
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	<item>
		<title>By: Il Duce</title>
		<link>http://www.oindividuo.org/2009/12/19/homens-e-mulheres/comment-page-1/#comment-2327</link>
		<dc:creator>Il Duce</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Jan 2010 18:21:49 +0000</pubDate>
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		<description>A solução é a misoginia, mas não uma misoginia homossexual que tente libertar-se das mulheres: libertaremo-nos dominando-as. Mulher é intelectualmente limitada, e só é boa para trepar. Viva o patriarcado!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>A solução é a misoginia, mas não uma misoginia homossexual que tente libertar-se das mulheres: libertaremo-nos dominando-as. Mulher é intelectualmente limitada, e só é boa para trepar. Viva o patriarcado!</p>
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		<title>By: Il Duce</title>
		<link>http://www.oindividuo.org/2009/12/19/homens-e-mulheres/comment-page-1/#comment-2326</link>
		<dc:creator>Il Duce</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Jan 2010 18:19:55 +0000</pubDate>
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		<description>&quot;Pelo menos na cama a fisiologia idêntica ajuda imensamente a haver entendimento.&quot;

Mas é uma bicha mesmo esse Biasi.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Pelo menos na cama a fisiologia idêntica ajuda imensamente a haver entendimento.&#8221;</p>
<p>Mas é uma bicha mesmo esse Biasi.</p>
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