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	<title>Comments on: Sobre a Futilidade de Querer Ser o Outro</title>
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	<description>Porque só o indivíduo tem consciência</description>
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		<title>By: Sergio de Biasi</title>
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		<dc:creator>Sergio de Biasi</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 05 Jun 2010 16:35:51 +0000</pubDate>
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		<description>http://caminhanca.blogspot.com/2009/04/conhece-te-ti-mesmo.html</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://caminhanca.blogspot.com/2009/04/conhece-te-ti-mesmo.html" rel="nofollow">http://caminhanca.blogspot.com/2009/04/conhece-te-ti-mesmo.html</a></p>
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		<title>By: Tanja Krämer e a Assombrosa Falta de Autocrítica &#171; O Indivíduo</title>
		<link>http://www.oindividuo.org/2009/04/17/sobre-a-futilidade-de-querer-ser-o-outro/comment-page-1/#comment-2212</link>
		<dc:creator>Tanja Krämer e a Assombrosa Falta de Autocrítica &#171; O Indivíduo</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Dec 2009 08:08:33 +0000</pubDate>
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		<description>[...] poucos argumentos que a solução é atacar o interlocutor ao invés de suas idéias. Achar que o meu texto tivesse qualquer coisa a ver com &#8220;eu me basto&#8221;, ou com egoísmo, ou com narcisismo, [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] poucos argumentos que a solução é atacar o interlocutor ao invés de suas idéias. Achar que o meu texto tivesse qualquer coisa a ver com &#8220;eu me basto&#8221;, ou com egoísmo, ou com narcisismo, [...]</p>
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		<title>By: Sergio de Biasi</title>
		<link>http://www.oindividuo.org/2009/04/17/sobre-a-futilidade-de-querer-ser-o-outro/comment-page-1/#comment-685</link>
		<dc:creator>Sergio de Biasi</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Apr 2009 06:27:13 +0000</pubDate>
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		<description>&lt;blockquote&gt;Mas creio que começo a me tornar confuso… Enfim, a distinção “massa” e “poeta” no poema em questão é que me parece falsa, sentimental.&lt;/blockquote&gt;

Ah, certo. Bem, eu diria que a massa como eu a estou conceituando é quase que auto-eleita. A massa está em escolher deliberadamente jogar fora tudo que há de único e diferente em sua consciência individual para decidir, bem - juntar-se à massa. Esforçar-se deliberadamente para pensar igual a todo mundo, buscar propositalmente destruir qualquer vestígio de personalidade e pensamento independente em si mesmo como forma de comprar aceitação social e isenção de responsabilidade individual. Buscar segurança existencial e identidade em números e em constante reforço mútuo de uma mitologia comum ao invés de na especificidade da sua própria experiência.

Então a massa não são exatamente os &quot;ignorantes&quot;, ou os &quot;espitirualmente pobres&quot;, ou os &quot;miseráveis&quot;. Essa distinção soa mesmo falsa e sentimental. A massa são os que aterrorizados pela solidão do incomunicável resolvem aderir a uma conspiração perversa baseada na idéia de que se todos nos forçarmos a pensar as mesmas idéias tiradas de uma cartilha então nos sentiremos finalmente em harmonia e compreendidos uns pelos outros. Cujo efeito colateral quase inevitável, aliás, é que quem não aderir ao plano é uma ameaça à harmonia.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Mas creio que começo a me tornar confuso… Enfim, a distinção “massa” e “poeta” no poema em questão é que me parece falsa, sentimental.</p></blockquote>
<p>Ah, certo. Bem, eu diria que a massa como eu a estou conceituando é quase que auto-eleita. A massa está em escolher deliberadamente jogar fora tudo que há de único e diferente em sua consciência individual para decidir, bem &#8211; juntar-se à massa. Esforçar-se deliberadamente para pensar igual a todo mundo, buscar propositalmente destruir qualquer vestígio de personalidade e pensamento independente em si mesmo como forma de comprar aceitação social e isenção de responsabilidade individual. Buscar segurança existencial e identidade em números e em constante reforço mútuo de uma mitologia comum ao invés de na especificidade da sua própria experiência.</p>
<p>Então a massa não são exatamente os &#8220;ignorantes&#8221;, ou os &#8220;espitirualmente pobres&#8221;, ou os &#8220;miseráveis&#8221;. Essa distinção soa mesmo falsa e sentimental. A massa são os que aterrorizados pela solidão do incomunicável resolvem aderir a uma conspiração perversa baseada na idéia de que se todos nos forçarmos a pensar as mesmas idéias tiradas de uma cartilha então nos sentiremos finalmente em harmonia e compreendidos uns pelos outros. Cujo efeito colateral quase inevitável, aliás, é que quem não aderir ao plano é uma ameaça à harmonia.</p>
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		<title>By: Fernando</title>
		<link>http://www.oindividuo.org/2009/04/17/sobre-a-futilidade-de-querer-ser-o-outro/comment-page-1/#comment-684</link>
		<dc:creator>Fernando</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Apr 2009 23:24:05 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://oindividuo.org/?p=414#comment-684</guid>
		<description>Fui injusto como o albatroz. A imagem da beleza surrupiada pelas mãos e cabeças da multidão...

A ultima estrofe do poema é que me coloca, por assim dizer, em guarda, quando o poeta é associado à ave. O poeta não tem “semblables”; paira, sozinho, sobre o mundo, e ri, assombra! Ai’ esta’, pra mim, o no’ gordio que nos leva o poema : – dois mundos completamente distintos: gregario (e ninguém se identifica à legião; por exemplo, quem esta’ a ler Baudelaire e topa com o belo poema L’albatros; e como seria diferente? ), ou solitario, vivendo num mundo etereo soberbamente belo, até o spleen, pois incomunicavel.

Os cultores do belo podem muito bem, no entanto, fazer parte da tripulação dos marujos; a quantidade de escritores, pensadores, musicos, pintores que alimentaram as linhas do nazismo, do facismo e do comunismo, por exemplo. (Dai’ a frase de Steiner : « O icône de nossa época, é a preservação de uma arvore cara a Goethe ao largo de um campo de concentração. » )

Mas creio que começo a me tornar confuso... Enfim, a distinção &quot;massa&quot; e &quot;poeta&quot; no poema em questão é que me parece falsa, sentimental.

Saudações,

Fernando</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Fui injusto como o albatroz. A imagem da beleza surrupiada pelas mãos e cabeças da multidão&#8230;</p>
<p>A ultima estrofe do poema é que me coloca, por assim dizer, em guarda, quando o poeta é associado à ave. O poeta não tem “semblables”; paira, sozinho, sobre o mundo, e ri, assombra! Ai’ esta’, pra mim, o no’ gordio que nos leva o poema : – dois mundos completamente distintos: gregario (e ninguém se identifica à legião; por exemplo, quem esta’ a ler Baudelaire e topa com o belo poema L’albatros; e como seria diferente? ), ou solitario, vivendo num mundo etereo soberbamente belo, até o spleen, pois incomunicavel.</p>
<p>Os cultores do belo podem muito bem, no entanto, fazer parte da tripulação dos marujos; a quantidade de escritores, pensadores, musicos, pintores que alimentaram as linhas do nazismo, do facismo e do comunismo, por exemplo. (Dai’ a frase de Steiner : « O icône de nossa época, é a preservação de uma arvore cara a Goethe ao largo de um campo de concentração. » )</p>
<p>Mas creio que começo a me tornar confuso&#8230; Enfim, a distinção &#8220;massa&#8221; e &#8220;poeta&#8221; no poema em questão é que me parece falsa, sentimental.</p>
<p>Saudações,</p>
<p>Fernando</p>
]]></content:encoded>
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	<item>
		<title>By: Sergio de Biasi</title>
		<link>http://www.oindividuo.org/2009/04/17/sobre-a-futilidade-de-querer-ser-o-outro/comment-page-1/#comment-683</link>
		<dc:creator>Sergio de Biasi</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Apr 2009 07:18:08 +0000</pubDate>
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		<description>&lt;blockquote&gt;A cortesia de responder aos comentarios; mesmo quando eles são insolentes…
*
Querer ser o albatroz do poema de Baudelaire é ainda pior… Eu, o inealienavel eu, versus os matelots sem alma sensivel.&lt;/blockquote&gt;

Não me parece que o albatroz de Baudelaire lá estivesse voluntariamente, ou que ele sequer estivesse tentando lutar. :-)

Mas o comentário foi um pouco críptico; você acha então que os matelots devem ser deixados em paz?

Para quem ficou curioso segue abaixo o poema em questão :

L&#039;Albatros

Souvent, pour s&#039;amuser, les hommes d&#039;équipage
Prennent des albatros, vastes oiseaux des mers,
Qui suivent, indolents compagnons de voyage,
Le navire glissant sur les gouffres amers.

À peine les ont-ils déposés sur les planches,
Que ces rois de l&#039;azur, maladroits et honteux,
Laissent piteusement leurs grandes ailes blanches
Comme des avirons traîner à côté d&#039;eux.

Ce voyageur ailé, comme il est gauche et veule!
Lui, naguère si beau, qu&#039;il est comique et laid!
L&#039;un agace son bec avec un brûle-gueule,
L&#039;autre mime, en boitant, l&#039;infirme qui volait!

Le Poète est semblable au prince des nuées
Qui hante la tempête et se rit de l&#039;archer;
Exilé sur le sol au milieu des huées,
Ses ailes de géant l&#039;empêchent de marcher.

— Charles Baudelaire</description>
		<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>A cortesia de responder aos comentarios; mesmo quando eles são insolentes…<br />
*<br />
Querer ser o albatroz do poema de Baudelaire é ainda pior… Eu, o inealienavel eu, versus os matelots sem alma sensivel.</p></blockquote>
<p>Não me parece que o albatroz de Baudelaire lá estivesse voluntariamente, ou que ele sequer estivesse tentando lutar. :-)</p>
<p>Mas o comentário foi um pouco críptico; você acha então que os matelots devem ser deixados em paz?</p>
<p>Para quem ficou curioso segue abaixo o poema em questão :</p>
<p>L&#8217;Albatros</p>
<p>Souvent, pour s&#8217;amuser, les hommes d&#8217;équipage<br />
Prennent des albatros, vastes oiseaux des mers,<br />
Qui suivent, indolents compagnons de voyage,<br />
Le navire glissant sur les gouffres amers.</p>
<p>À peine les ont-ils déposés sur les planches,<br />
Que ces rois de l&#8217;azur, maladroits et honteux,<br />
Laissent piteusement leurs grandes ailes blanches<br />
Comme des avirons traîner à côté d&#8217;eux.</p>
<p>Ce voyageur ailé, comme il est gauche et veule!<br />
Lui, naguère si beau, qu&#8217;il est comique et laid!<br />
L&#8217;un agace son bec avec un brûle-gueule,<br />
L&#8217;autre mime, en boitant, l&#8217;infirme qui volait!</p>
<p>Le Poète est semblable au prince des nuées<br />
Qui hante la tempête et se rit de l&#8217;archer;<br />
Exilé sur le sol au milieu des huées,<br />
Ses ailes de géant l&#8217;empêchent de marcher.</p>
<p>— Charles Baudelaire</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: Fernando</title>
		<link>http://www.oindividuo.org/2009/04/17/sobre-a-futilidade-de-querer-ser-o-outro/comment-page-1/#comment-682</link>
		<dc:creator>Fernando</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 26 Apr 2009 11:50:18 +0000</pubDate>
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		<description>A cortesia de responder aos comentarios; mesmo quando eles são insolentes...
*
Querer ser o albatroz do poema de Baudelaire é ainda pior... Eu, o inealienavel eu, versus os matelots sem alma sensivel.

Abraços,</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>A cortesia de responder aos comentarios; mesmo quando eles são insolentes&#8230;<br />
*<br />
Querer ser o albatroz do poema de Baudelaire é ainda pior&#8230; Eu, o inealienavel eu, versus os matelots sem alma sensivel.</p>
<p>Abraços,</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: Sergio de Biasi</title>
		<link>http://www.oindividuo.org/2009/04/17/sobre-a-futilidade-de-querer-ser-o-outro/comment-page-1/#comment-681</link>
		<dc:creator>Sergio de Biasi</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 26 Apr 2009 06:24:26 +0000</pubDate>
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		<description>&lt;blockquote&gt;Debater nesse contexto é estar certo de que vão pegar o que você não disse, ou alguma explicação que você deixou de fazer por considerar desnecessária, e usar contra você. A coisa fica cansativa e nada produtiva.&lt;/blockquote&gt;

Oi Claudio,

Sim, concordo. :-) Mas por vezes não é nem sequer falta de noção de quem comenta, é falsificação total do que foi dito mesmo. Então acaba servindo como perfeito exemplo para certas coisas que eu queria ilustrar mas que ilustram-se a si mesmas melhor do que qualquer descrição.

Agora, você precisava ver os comentários que são tão desconexos que nem pra isso servem. :-)

Saudações,
Sergio</description>
		<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Debater nesse contexto é estar certo de que vão pegar o que você não disse, ou alguma explicação que você deixou de fazer por considerar desnecessária, e usar contra você. A coisa fica cansativa e nada produtiva.</p></blockquote>
<p>Oi Claudio,</p>
<p>Sim, concordo. :-) Mas por vezes não é nem sequer falta de noção de quem comenta, é falsificação total do que foi dito mesmo. Então acaba servindo como perfeito exemplo para certas coisas que eu queria ilustrar mas que ilustram-se a si mesmas melhor do que qualquer descrição.</p>
<p>Agora, você precisava ver os comentários que são tão desconexos que nem pra isso servem. :-)</p>
<p>Saudações,<br />
Sergio</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: Claudio</title>
		<link>http://www.oindividuo.org/2009/04/17/sobre-a-futilidade-de-querer-ser-o-outro/comment-page-1/#comment-680</link>
		<dc:creator>Claudio</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 25 Apr 2009 10:46:26 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://oindividuo.org/?p=414#comment-680</guid>
		<description>Sabe, é por causa de comentários como o anterior que eu raramente cedo à tentação de debater com desconhecidos e, principalmnte, em caixas de comentários de blogs (ok, às vezes eu cedo). Um pouquinho de astúcia - digamos assim -  é capaz de pegar um trecho de um post sobre como a importância de o indivíduo procurar desenvolver suas potencialidades, descontextualizá-lo e transformá-lo num trecho de uma matéria da &quot;Você S.A.&quot; ou de alguma palestra do Lair Ribeiro.

A grosso modo isso é possível de ser feito com qualquer coisa que seja dita, a não ser que, a cada colocação, o autor se resguarde fazendo dezenas de &lt;i&gt;disclaimers&lt;/i&gt;.

Debater nesse contexto é estar certo de que vão pegar o que você não disse, ou alguma explicação que você deixou de fazer por considerar desnecessária, e usar contra você. A coisa fica cansativa e nada produtiva.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Sabe, é por causa de comentários como o anterior que eu raramente cedo à tentação de debater com desconhecidos e, principalmnte, em caixas de comentários de blogs (ok, às vezes eu cedo). Um pouquinho de astúcia &#8211; digamos assim &#8211;  é capaz de pegar um trecho de um post sobre como a importância de o indivíduo procurar desenvolver suas potencialidades, descontextualizá-lo e transformá-lo num trecho de uma matéria da &#8220;Você S.A.&#8221; ou de alguma palestra do Lair Ribeiro.</p>
<p>A grosso modo isso é possível de ser feito com qualquer coisa que seja dita, a não ser que, a cada colocação, o autor se resguarde fazendo dezenas de <i>disclaimers</i>.</p>
<p>Debater nesse contexto é estar certo de que vão pegar o que você não disse, ou alguma explicação que você deixou de fazer por considerar desnecessária, e usar contra você. A coisa fica cansativa e nada produtiva.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: Sergio de Biasi</title>
		<link>http://www.oindividuo.org/2009/04/17/sobre-a-futilidade-de-querer-ser-o-outro/comment-page-1/#comment-679</link>
		<dc:creator>Sergio de Biasi</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Apr 2009 04:39:44 +0000</pubDate>
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		<description>&lt;a href=&quot;http://salterrae.org&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Sal Terrae&lt;/a&gt; linkou para cá dizendo :

&lt;blockquote&gt;
&lt;b&gt;Pílulas salvadoras de auto-ajuda, por S. de Biasi (calabrês?)&lt;/b&gt;

Querer ser o outro, por outro lado, nos distancia de nossas reais potencialidades e nos coloca perseguindo fantasmas, e buscando frustradamente, esquizofrenicamente, mesquinhamente, futilmente, algo que só só o outro pode ser. Muito melhor é fazer as pazes com quem você é e tentar exercer essa inalienável função da melhor e mais plena forma que você conseguir.

Pharmácia inteira em &lt;a href=&quot;http://oindividuo.org/2009/04/17/sobre-a-futilidade-de-querer-ser-o-outro/&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;BWV 639&lt;/a&gt;.
&lt;/blockquote&gt;

Naturalmente que quando concretamente &lt;a href=&quot;http://noticias.cancaonova.com/noticia.php?id=4732&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;&quot;pílulas milagrosas&quot; fazendo de fato parte de uma &quot;pharmacia&quot; com vários PHs são produzidas por católicos&lt;/a&gt;, o resultado é que &lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Frei_galv%C3%A3o&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;o responsável pela invenção do esquema&lt;/a&gt; é... ora, canonizado, evidentemente! Agora vejam vocês : ambos &lt;a href=&quot;http://tribunaregiao.com.br/astral/noticias.php?idNot=3609&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;os &quot;milagres&quot; atribuídos a ele&lt;/a&gt; (e coloquem-se aspas nisso) decorreram do uso das tais &quot;pílulas milagrosas&quot;.

Talvez o papa pudesse canonizar alguém não por realizar &quot;milagres&quot; mas por exemplo escolher quem por querer tanto ajudar os que sofrem se tornou médico e dedicou sua vida a de fato curar diretamente pobres e doentes com remédios, operações ou diagnósticos corretos. Mas isso seria entender muito mal como funciona a igreja católica. Assim como no caso da Madre Teresa, não se trata de efetivamente ajudar ninguém neste mundo e sim de salvar suas almas ao trazê-los para o catolicismo. Trata-se de prover &quot;conforto espiritual&quot; enquanto morrem sem interferir em nada com o processo. E se inesperadamente melhorarem, realmente, é mesmo um milagre. Ou seja, com menos hipocrisia, é um prêmio para quem mais efetivamente conseguiu promover o obscurantismo místico - que interessa a Roma incentivar.

Aliás, muito ironicamente, venho da Lombardia, não da Calabria. Mas só o fato de o meu sobrenome fazer parte do &quot;argumento&quot; contra o que eu escrevi já demonstra a estrutura de pensamento e o grau de honestidade intelectual do autor do comentário.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://salterrae.org" rel="nofollow">Sal Terrae</a> linkou para cá dizendo :</p>
<blockquote><p>
<b>Pílulas salvadoras de auto-ajuda, por S. de Biasi (calabrês?)</b></p>
<p>Querer ser o outro, por outro lado, nos distancia de nossas reais potencialidades e nos coloca perseguindo fantasmas, e buscando frustradamente, esquizofrenicamente, mesquinhamente, futilmente, algo que só só o outro pode ser. Muito melhor é fazer as pazes com quem você é e tentar exercer essa inalienável função da melhor e mais plena forma que você conseguir.</p>
<p>Pharmácia inteira em <a href="http://oindividuo.org/2009/04/17/sobre-a-futilidade-de-querer-ser-o-outro/" rel="nofollow">BWV 639</a>.
</p></blockquote>
<p>Naturalmente que quando concretamente <a href="http://noticias.cancaonova.com/noticia.php?id=4732" rel="nofollow">&#8220;pílulas milagrosas&#8221; fazendo de fato parte de uma &#8220;pharmacia&#8221; com vários PHs são produzidas por católicos</a>, o resultado é que <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Frei_galv%C3%A3o" rel="nofollow">o responsável pela invenção do esquema</a> é&#8230; ora, canonizado, evidentemente! Agora vejam vocês : ambos <a href="http://tribunaregiao.com.br/astral/noticias.php?idNot=3609" rel="nofollow">os &#8220;milagres&#8221; atribuídos a ele</a> (e coloquem-se aspas nisso) decorreram do uso das tais &#8220;pílulas milagrosas&#8221;.</p>
<p>Talvez o papa pudesse canonizar alguém não por realizar &#8220;milagres&#8221; mas por exemplo escolher quem por querer tanto ajudar os que sofrem se tornou médico e dedicou sua vida a de fato curar diretamente pobres e doentes com remédios, operações ou diagnósticos corretos. Mas isso seria entender muito mal como funciona a igreja católica. Assim como no caso da Madre Teresa, não se trata de efetivamente ajudar ninguém neste mundo e sim de salvar suas almas ao trazê-los para o catolicismo. Trata-se de prover &#8220;conforto espiritual&#8221; enquanto morrem sem interferir em nada com o processo. E se inesperadamente melhorarem, realmente, é mesmo um milagre. Ou seja, com menos hipocrisia, é um prêmio para quem mais efetivamente conseguiu promover o obscurantismo místico &#8211; que interessa a Roma incentivar.</p>
<p>Aliás, muito ironicamente, venho da Lombardia, não da Calabria. Mas só o fato de o meu sobrenome fazer parte do &#8220;argumento&#8221; contra o que eu escrevi já demonstra a estrutura de pensamento e o grau de honestidade intelectual do autor do comentário.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: Pílulas salvadoras de auto-ajuda, por S. de Biasi (calabrês?) &#171; Sal Terrae</title>
		<link>http://www.oindividuo.org/2009/04/17/sobre-a-futilidade-de-querer-ser-o-outro/comment-page-1/#comment-678</link>
		<dc:creator>Pílulas salvadoras de auto-ajuda, por S. de Biasi (calabrês?) &#171; Sal Terrae</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Apr 2009 13:54:37 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://oindividuo.org/?p=414#comment-678</guid>
		<description>[...] Pharmácia inteira em BWV 639. [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] Pharmácia inteira em BWV 639. [...]</p>
]]></content:encoded>
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